Governador acusado de desviar mais de R$ 73 milhões é afastado em ação da Polícia Federal

**Dilson Ornelas, Rio de Janeiro **

Nesta quarta-feira (3 de setembro), por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o governador de Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), foi afastado do cargo. A Polícia Federal (PF) intensificou as investigações mirando um esquema que desviou mais de R$ 73 milhões de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de covid-19. As verbas, originalmente voltadas para ações como a compra de cestas básicas, teriam sido fraudadas em contratos firmados entre 2020 e 2021.

Cerca de 200 agentes da PF executaram 51 mandados de busca e apreensão em cidades como Palmas e Araguaína (TO), Brasília (DF), Imperatriz (MA) e João Pessoa (PB), além de outras medidas cautelares. O foco é aprofundar as apurações sobre o uso indevido de emendas parlamentares e o recebimento de propinas por agentes públicos e políticos. Wanderlei Barbosa, um dos principais alvos, teve mandado de busca e apreensão expedido contra si, além do afastamento determinado pelo ministro do STJ Mauro Campbell.

As investigações, que correm em sigilo no STJ, revelam indícios robustos de um esquema que se aproveitou da crise sanitária para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. Segundo a PF, os contratos, que somaram mais de R$ 97 milhões, geraram um rombo estimado em R$ 73 milhões. Os valores desviados teriam sido lavados em empreendimentos imobiliários de alto padrão, aquisição de gado e custeio de despesas pessoais dos envolvidos.

A operação expõe a gravidade do desvio de recursos em um momento crítico para a população, reforçando o compromisso da PF em desmantelar redes de corrupção que comprometem a confiança pública e o bem-estar social.

O espaço no jornal O Aquiri esta aberto para a defesa do governador Wanderlei Barbosa para esclarecimentos sobre este assunto.

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