Advogado que atropelou e matou três pessoas e feriu outra na BR-364, entre Feijó e Tarauacá, é exonerado de cargo pela governadora Mailza Assis

Assessor especial do Governo teria cometido o acidente após ingerir bebida alcóolica em Feira Agropecuária e tentou fugir do local do acidente; foi preso em flagrante; caso será acompanhado pela OAB-AC

Antônio Carlos Parente da Silva, Nahyure Antonieta Gomes de Oliveira e Verony da Costa Viana Silva durante uma colisão na BR-364 quando retornavam a Feijó — Foto: Reprodução/Instagram

A governadora Mailza Assis agiu rápido, cortou na própria carne e exonerou, ainda no domingo (30/8), o advogado João Victor Casas Lopes (foto em destaque), que havia sido nomeado em novembro de 2025 como assessor especial da Casa Civil, o qual está preso em Tarauacá acusado de matar três pessoas e deixar mais uma ferida em estado grave num acidente automobilístico ontem de manhã, na rodovia BR-364, no trecho entre os municípios de Feijó e Tarauacá. Informações das polícias Civil e Militar dão conta de que o advogado, preso em flagrante, dirigia um Jeep Renegade sob efeito de bebida alcóolica, quando atingiu as vítimas, que viajavam no mesmo sentido da rodovia em duas motos.

A exoneração de João Victor Casas Lopes, assinada pela governadora Mailza Assis, foi publicada em edição extra do Diário Oficial na manhã desta segunda-feira (31/8).

Após o atropelamento contra as duas motos, João Viictor Casas Lopes abandonou o veículo, não prestando socorro às vítimas e tentou fugir do local, sendo contido por populares que quase o lincharam, até a chegada da Polícia Militar. Testemunhas disseram que ele estava em alta velocidade e que, na madrugada de domingo, havia sido visto bebendo numa farra entre amigos na Expo Tarauacá. Há vídeos do acusado em visível estado de embriaguez momentos antes do acidente.

Segundo o delegado José Ronério, responsável pelo caso, foi constatado que o motorista havia consumido bebida alcoólica. João Victor permanece preso em Tarauacá. A dinâmica da colisão ainda é investigada.

Quem eram as vítimas – As vítimas foram identificadas como Antônio Carlos Parente da Silva, Nahyure Antonieta Gomes de Oliveira e Verony da Costa Viana Silva. Uma quarta pessoa ficou ferida, mas não teve a identidade divulgada.

A investigação deve apontar as circunstâncias da batida e a responsabilidade pela morte das três vítimas. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB-AC) acompanha o caso.

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