No dia do julgamento do STF, encarregado de negócios dos EUA reafirma posição de Trump em defesa de Bolsonaro e sua família

**Oposição irrita o governo brasileiro e Itamaraty deve chamar encarregado a dar explicações sobre a nota divulgada **

**Tião Maia, O Aquiri **

No primeiro dia de julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e sete de seus principais auxiliares pela acusação de uma trama golpista contra o sistema democrático do país, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil soltou uma nota de apoio à família Bolsonaro e o gesto irritou o governo brasileiro ao ponto de o Itamaraty, a casa da diplomacia do Ministério das Relações Exteriores, convocar para explicações o encarregado de negócios americano em território brasileira, já que o governo americano não tem embaixador em Brasília. O governo brasileiro entende que a manifestação e uma tentativa de interferência dos EUA no sistema judicial brasileiro.

A nota do encarregado de negócios dos EUA no Brasil foi escrita nos seguintes termos:
“Jair Bolsonaro e sua família têm sido fortes parceiros dos Estados Unidos. A perseguição política contra ele e sua família e seus apoiadores é vergonhosa e desrespeita as tradições democráticas do Brasil. Reforçamos a declaração do presidente Trump, estamos acompanhando de perto a situação, não comentamos sobre as próximas ações do Departamento de Estado em relação a casos específicos”.

Após a publicação da nota, o Brasil decidiu chamar o encarregado de negócios da embaixada americana para a explicação. A informação do Itamaraty é que essa nota faz parte do novo estilo do governo dos EUA sob Trump a qual não tem mais aquela formalidade que tinha antigamente. Por isso, o Itamaraty decidiu tomar posição logo ao consierar que a nota tem um tom desagradável, que está fora do alinhamento, “porque isso é uma interferência no nosso sistema judiciário, na soberania brasileira”.

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