Nova pesquisa do Travessia mostra Alan Rick em queda livre e Mailza Assis em ascensão  na disputa pelo Governo do Acre

 

Dia após dia, a realidade vem impondo o que antes era apenas previsão de analista políticos locais vai estabelecendo a realidade de que o ex-líder das pesquisas de opinião pública sobre às eleições para o Governo do Estado em 2026, o senador Alan Rick (Republicanos), perderia a preferência popular para a governadora e candidata à reeleição Mailza Assis (União Progressistas), com sérios riscos de nem mesmo ir para o segundo turno. À medida que se aproxima a data da eleição, em 4 de outubro, e o eleitor vai definido em quem vai votar, Alan Rick vai perdendo apoio e o prognósticos desta semana que se inicia nesta segunda-feira (7/9) dão conta de que, se houver segundo turno, o segundo colocado na disputa não será ele e sim o ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, que é candidato a governador pelo PSDB.

Daí o desespero do comando de campanha de Alan Rick de judicializar até mesmo o uso das mãos dos apoiadores de Mailza Assis e de sua vice Jéssica Sales no desenho imaginário de um coração, que o adversário diz ser um símbolo utilizado de forma exagerada pela chapa concorrente. Como o nome de seu candidato a vice, o empresário Ricco Leite, mais atrapalha do que ajuda na campanha, Alan Rick assiste ao crescimento de Mailza a partir do reforço da candidatura de Jéssica Sales e, na tentativa de parar as duas mulheres, tem recorrido à Justiça Eleitoral de forma insistente e, mesmo assim, seus pleitos, em sua grande maioria, não têm guarida – apesar do prestígio da banca de advogados que o defende.

Derretendo em praça pública, o ex-líder das pesquisas. que por isso já se julgava governador do Estado,  recebeu, neste domingo (8/9), mais um balde de agua fria em sua campanha: a diferença entre ele e Mailza Assis, que já chegou a ser o dobro de percentual, caiu pela metade e a candidata União Progressista avançou de 29% para 32%, ainda registrando o menor índice de rejeição entre os principais concorrentes, o que aponta para uma possibilidade de crescimento ainda maior. O crescimento de Mailza a leva a alcançar empate técnico na liderança com seu principal adversário e sua vitória já no primeiro turno começa a ser vislumbrada porque ela tem a menor rejeição, segundo aponta pesquisa divulgada pelo instituto Travessia, encomendado pela TV Juruá, de Cruzeiro do Sul,  uma das aferições a qual Alan Rick foi à Justiça tentando impedir sua divulgação.

Daí a apelação do candidato em atacar o marido da governadora como se o candidato fosse ele e não ela, que tem demonstrado ser uma mulher resiliente e determinada. Na pesquisa estimulada, Alan mantém a liderança numérica, com 36%, enquanto Mailza aparece com 32%, mas a diferença vem caindo de forma sistemática. De acordo com a pesquisa, a diferença de quatro pontos está dentro do intervalo de sobreposição produzido pela margem de erro de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em linguagem simples, significa dizer que, enquanto Mailza avança, os índices de Alan recuam. O republicano oscilou de 37% para 36%. Com isso, a distância entre os dois caiu de oito para quatro pontos.

Na mesma pesquisa, Tião Bocalom (PSDB) aparece com 14%, seguido por Thor Dantas (PSB), com 6%. Eudo Raffael (PCB) e Dr. Luizinho não pontuaram. Os votos brancos e nulos somam 8%, enquanto 4% dos entrevistados não souberam responder.

Além do crescimento nas intenções de voto, Mailza apresenta a menor rejeição entre os principais candidatos. A progressista é rejeitada por 24% dos eleitores, abaixo de Thor Dantas, com 26%, Alan Rick, com 31%, e Bocalom, que alcança 48%.

Na pesquisa espontânea, quando o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos, a disputa também aparece apertada. Alan tem 18% e Mailza, 15%, uma diferença de apenas três pontos. Bocalom registra 7% e Thor, 2%. Outros nomes somam 1%, enquanto 46% ainda não sabem em quem votar e 11% declaram voto branco ou nulo.

 

Os ex-governadores e ex-senadores Jorge Viana e Gladson Cameli aparecem nas primeiras colocações para o Senado, diz a nova pesquisa

 

Travessia aponta Gladson Cameli com 35% e Jorge Viana com 32% na disputa pelo Senado no Acre – Já para o Senado, as duas vagas em disputa apresentam um cenário extremamente concorrido, conforme os dados da pesquisa Travessia realizada em setembro de 2026. Na modalidade estimulada com soma de primeiro e segundo votos o ex-governadora Gladson Camelli (Progressistas) aparece com 38%, seguido de perto por  Jorge Viana (PT) com 34% e pelo senador Marcio Bittar (PL) com 33%.

Atrás do trio principal aparecem Mara Rocha (Republicanos), com 24%, Sérgio Petecão (PSD), com 15%, e Eduardo Velloso, com 11%. Os candidatos Júnior Feitosa e Inácio Moreira somam 2% cada. Votos brancos e nulos alcançam 25%, e 16% dos entrevistados não souberam ou não opinaram.

Analisando isoladamente as intenções de primeiro voto, Gladson Camelli lidera com 24%, à frente de Jorge Viana (20%), Márcio Bittar (19%) e Mara Rocha (12%). Já na distribuição do segundo voto, há um triplo empate exato entre Camelli, Viana e Bittar, todos com 14% das escolhas, enquanto Mara Rocha obtém 12%.

Na pesquisa espontânea para o Senado, a taxa de indecisão é de 28%, com 14% de brancos e nulos. Jorge Viana e Gladson Camelli empatam com 14% das citações espontâneas cada, seguidos por Márcio Bittar (13%), Mara Rocha (10%), Sérgio Petecão (4%) e Eduardo Velloso (2%).

A pesquisa mediu ainda a rejeição dos postulantes ao Senado: Jorge Viana e Sérgio Petecão dividem o topo do indicador, ambos com 39% de rejeição. Gladson Camelli é rejeitado por 34% dos eleitores, seguido por Márcio Bittar (30%), Mara Rocha (22%), Eduardo Velloso (21%), Inácio Moreira (15%) e Júnior Feitosa (15%).

O levantamento está registrando no Tribunal Regional Eleitoral do Acre com o número AC-07900/2026 e ouviu 800 eleitores entre os dias 3 a 5 de setembro. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança de 95%. O Instituto Travessia ouviu 800 eleitores por telefone entre os dias 3 e 5 de setembro. O levantamento possui nível de confiança de 95%, margem de erro de 3,5 pontos percentuais;

Notícias relacionadas :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS