Enquanto tenta ganhar às eleições no tapetão levantando falso testemunho com acusações falsas sobre a formação da govenadora mailza Assis, reflexo do seu desespero diante dos números de pesquisas que empurram sua candidatura cada vez mais para baixo, o senador Alan Rick, candidato a governador pelo Republicano, é quem está seriamente ameaçado de cassação. O desembargador Samoel Evangelista, corregedor regional eleitoral do TRE-AC, acaba de dar prosseguimento à Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE nº 0601069-74.2026.6.01.0000) e determinou a preservação de provas que podem resultar na cassação do registro do candidato por irregularidades em atos de cmapanha no município de Epitaciolândia. A Investigação apura se a estrutura de Epitaciolândia foi usada em benefício do candidato, mesmo após ordem judicial que proibia o uso de bens públicos, conforme provas já à disposição da Justiça Eleitoral.
Alan Rick sofre a investigação sobre um fato tão grave que pode resultar na cassação de seu registro ou, se ele for eleito, de seu diploma. A ação apura o possível uso de máquinas, veículos e servidores da Prefeitura de Epitaciolândia em um ato de campanha. O caso tem um elemento central: parte do que ocorreu no local foi registrada em auto de constatação lavrado por um oficial de Justiça, acompanhado por agentes da Polícia Federal.
A ação foi proposta pela coligação que representa a governadora Mailza Assis e, além de Alan Rick, também alcança seu seu candidato a vice, Fábio Ricardo Leite, o prefeito Sérgio Mesquita de Castro, a secretária municipal de Saúde, Marinete Mesquita de Castro, e o servidor Alessandro Gomes da Silva.
A investigação se concentra em um evento realizado em 4 de setembro. Antes do ato, o juiz auxiliar da propaganda eleitoral Leandro Leri Gross havia proibido o uso da Quadra da Juventude e de bens ou servidores da Prefeitura na campanha de Alan Rick.
Na fiscalização do cumprimento dessa ordem, o oficial de Justiça registrou a presença de um caminhão da Prefeitura, de placa SQQ0H69 e com o brasão do município, na área de apoio do evento. O auto também descreveu a atuação de Marinete, irmã do prefeito, na coordenação do ato, o auxílio de um servidor na montagem de estruturas e a instalação do palco em uma plataforma de concreto ao lado da quadra.
A constatação judicial dá peso à investigação porque registra fatos observados durante uma diligência oficial. É a partir desse registro, das respostas dos investigados e dos documentos agora preservados que o TRE deverá examinar se a campanha se beneficiou de recursos públicos.
Há uma segunda frente de apuração. A coligação questiona quem pagou pelo palco, pelo som, pelo DJ e pela logística do evento. Segundo a ação, essas despesas não apareceram na prestação de contas parcial da campanha. Os autores levantam a hipótese de gastos não contabilizados ou de custeio por fonte proibida, questão que depende da identificação dos responsáveis pelos pagamentos e da análise das contas.
A investigação passou a incluir também a suspeita de transporte de militantes em ônibus escolar em Assis Brasil, em 22 de setembro. Para evitar a perda de registros, o corregedor determinou a preservação de documentos da frota, dados de rastreamento por GPS e folhas de ponto de servidores. A Prefeitura de Epitaciolândia deverá identificar, em cinco dias, o motorista do caminhão visto no ato, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 30 mil, atribuída pessoalmente ao prefeito. A decisão também prevê multa de R$ 50 mil para o descumprimento da ordem de guarda dos registros.
O TRE determinou ainda que a Meta preserve publicações e dados técnicos relacionados ao perfil @alanrickm no Instagram, com multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. Esses registros podem ajudar a reconstituir a organização, a divulgação e a estrutura do evento.
O risco para a chapa é concreto, mas depende do julgamento final. Se o TRE concluir que houve abuso de poder com gravidade suficiente para comprometer a igualdade da disputa, Alan Rick e Rico Leite poderão perder o registro ou o diploma. A ação também pede a declaração de inelegibilidade por oito anos dos responsáveis que tenham contribuído para o abuso. Por enquanto, a decisão de Samoel Martins Evangelista preserva provas e permite o avanço da investigação; não cassou a candidatura nem antecipou uma condenação.
Os investigados foram chamados a apresentar defesa. O TRE deverá confrontar o auto do oficial de Justiça, os registros da Prefeitura, os dados preservados e as explicações da campanha antes de decidir quem utilizou ou autorizou o uso da estrutura pública, quem custeou o ato e quais consequências eleitorais cabem a cada envolvido.
