Defesa de Gladson aponta abuso e perseguição em operação na casa do ex-governador nesta manhã de terça-feira

“Causa estranheza que, às vésperas do processo eleitoral, seja deflagrada uma operação na qual alguns influenciadores, blogs e sites de militantes a serviço de adversários tiveram informações e acesso antecipado para noticiar de forma sensacionalista”, diz nota da defesa

 

Em nota assinada nesta manhã de terça-feira (22/9), o advogado Erick Venâncio, da banca que defende o ex-governador Gladson Came, questionou a operação da Polícia Federal deflagrada pra apreender o telefone e carros na casa do candidato ao Senado.A assessoria jurídica e a equipe de campanha do ex-governador Gladson Camelí se manifestaram publicamente após a operação residência do político, em Rio Branco.

Na nota, a defesa classificou a ação cautelar como uma medida “abusiva”, “de clara perseguição” e com o objetivo de influenciar o resultado das eleições deste ano, nas quais Camelí disputa uma vaga ao Senado Federal. Venâncio disse ter causado estranheza o vazamento prévio de informações da operação para blogs e militantes ligados a adversários políticos antes mesmo que o próprio candidato ou seus defensores tivessem acesso aos autos ou às justificativas da diligência.

“Causa estranheza que, às vésperas do processo eleitoral, seja deflagrada uma operação na qual alguns influenciadores, blogs e sites de militantes a serviço de adversários tiveram informações e acesso antecipado para noticiar de forma sensacionalista e pejorativa com o claro interesse de atingir e prejudicar a imagem da candidatura de Gladson Camelí, sem que ele ou seus advogados sequer tivessem acesso às razões da diligência”, afirma o comunicado.

A defesa sustenta ainda que a medida fere entendimento firmado pela Suprema Corte no âmbito da ADPF 1017, que veda a aplicação de medidas cautelares contra candidatos a cargos majoritários nos 15 dias que antecedem a votação. “É fundamental destacar que, conforme já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, a alta corte do país, as provas do processo que acusa Gladson Camelí foram comprovadamente produzidas de forma ilegal. Ainda assim, continuam as medidas que consideramos abusivas (…). A lei deveria servir para todos com a missão de proteger, não para perseguir e intimidar”, pondera a nota, ressaltando a certeza de inocência e a disposição de colaborar com as autoridades.

 

A nota na íntegra

 

“Causa estranheza que, às vésperas do processo eleitoral, seja deflagrada uma operação na qual alguns influenciadores, blogs e sites de militantes a serviço de adversários tiveram informações e acesso antecipado para noticiar de forma sensacionalista e pejorativa com o claro interesse de atingir e prejudicar a imagem da candidatura de Gladson Camelí, sem que ele ou seus advogados sequer tivessem acesso às razões da diligência.

 

Mais uma vez, tanto o candidato quanto sua assessoria jurídica se colocaram a disposição da Justiça, no intuito de colaborar com os esclarecimentos pela certeza de inocência. É fundamental destacar que, conforme já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, a alta corte do país, as provas do processo que acusa Gladson Camelí foram comprovadamente produzidas de forma ilegal.

Ainda assim, continuam as medidas que consideramos abusivas e de clara perseguição com o intuito de influenciar o resultado eleitoral. Prova disso é o descumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal da ADPF 1017 que proíbe nos 15 dias que antecedem a eleição esse tipo de medida cautelar contra candidatos a cargos majoritários. A lei deveria servir para todos com a missão de proteger, não para perseguir e intimidar.

Confiamos na Justiça. Mas acima de tudo, confiamos em Deus e na sabedoria do eleitor acreano que está atento ao uso eleitoreiro das nossas instituições para perseguir e tentar influenciar o resultado das eleições.

Erick Venâncio

Assessoria Jurídica”

 

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