PF e CGU fazem operação de investigação de desvios de R$ 30 milhões do FNDE e acertam homem forte da campanha de Alan Rick

Exonerado do cargo de secretário da Casa Civil, em represália Jonhntan Donadoni passou a apoiar o principal opositor da governadora Mailza Assis

 

Um dos alvos da Operação “Death Note”, expressão em inglês que significa literalmente “Caderno da Morte”, deflagrada nesta manhã de quinta-feira (17/9), atingiu o ex-chefe da Casa Civil do Governo do Acre, o advogado Jonhatan Xavier Donadoni, coordenador de campanha do médico cardiologista Fábio Rueda, candidato a deputado federal do União Brasil, e homem forte da campanha do senador Alan Rick (Republicano) ao Governo do Acre.

Donadoni passou a coordenar a campanha de Rueda quando ainda estava chefiando a casa civil do Governo do Acre mas, ao ser comunicado pela governadora Mailza Assis de que seria exonerado e que não faria parte de sua campanha à reeleição, o executivo chegou literalmente a chorar e a pedir para permanecer no cargo. Como não foi atendido, ao ser exonerado, ainda no mês de junho deste ano, foi bater às portas do comitê de Alan Rick – a dúvida agora é se vai continuar na campanha de Rueda, que apoia Mailza Assis.

Além da PF, a operação de hoje tem apoio da CGU (Controladoria Geral da União). Um dos locais das buscas e apreensões dos mandados apresentados pela PF foi a mansão do advogado, em Cruzeiro do Sul. Os mandados foram assinados pelo juízo do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, cuja sede fica em Bras[ilia e tem jurisdição em 12 estados do país – Distrito Federal (DF). Acre (AC), Amapá (AP), Amazonas (AM), Bahia (BA), Goiás (GO), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT), Pará (PA), Piauí (PI), Rondônia (RO), Roraima (RR) e Tocantins (TO).

A operação cumpre 27 mandados de busca e apreensão nas cidades de Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC),  Manaus (AM), Barueri, Rio Preto e São Paulo (SP). De acordo com informações da PF, a busca é por R$ 30 milhões que teriam sido desviados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Por isso, os mandados também  colocam em indisponibilidades bens adquiridos com os recursos desviados. Até o momento, não houve prisões.

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