Um vice que é um desastre…

Saiba um dos motivos pelos quais Alan Rick vem perdendo apoio inclusive entre os pecuaristas

 

 

Quem conhece os empresários do agronegócio – eufemismo bacana para fazendeiros ou pecuaristas  – no Acre entende, até sem maiores explicações, uma das razões de a campanha para governador do senador Alan Rick (Republicanos) vir despencando nas pesquisas de opinião pública e na aceitação popular ao ponto de o ex-líder das aferições já aparecer tecnicamente empatado com a governadora e candidata à reeleição Mailza Assis (União Progressista). Para Alan Rick, uma das causas do desastre, além da falta de um plano de Governo crível e um candidato probo, sem rolos a esconder, como caso do “Laranjal do DEM”, sem poder explicar a rapidez de seu enriquecimento que o faz ser o mais novo milionário do Acre e o caso das emendas suspeitas com o instituto do jogador Leo Moura,  sobre o que, aliás, o candidato não fala nem sob tortura (como diz aquela colunista…).

Além do silêncio sepulcral sobre fatos que o colocam na galeria de candidato suspeito e um político absolutamente inconfiável, a desgraça de Alan Rick nesta reta final de campanha tem nome e sobrenome: atende por Ricardo Leite, o Rico, seu candidato a vice. Aliás, para o candidato Republicano, essa desgraça começou quando ele perdeu o apoio do MDB e deixou de ter como vice a ex-deputada Jessica Sales. Quando todos pensavam que o candidato remedearia tais perdas com o nome da ex-prefeita Fernanda Hassem, eis que o o Republicano, com a pose de quem acha que sabe tudo de política, surgiu com um vice que, além de não ter o carisma nem os votos de Jéssica Sales ou da ex-prefeita de Brasileia, é um homem odiado pelo que particularmente é e também pela condição que ocupa no segmente empresarial da pecuária de corte.

Pelo que tenho ouvido de pecuaristas com os quais tenho conversado a respeito da atual campanha eleitoral, Rico Leite mais atrapalha do que ajuda a Alan Rick porque, entre a os pecuaristas, o dono da Uninorte não tem votos. Pelo contrário. Quando o Alan Rick o anunciou com vice, os pecuaristas que estavam dispostos a segui-lo, lhe viraram às costas e passaram apoiar Mailza Assis, Tião Bocalom e até a Thor Dantas, pela prosaica razão de que fazendeiros, no fundo, detestam donos de frigoríficos, como é o caso de Rico Leite e sua família.

Esse ódio fidagal tem uma explicação, segundo os próprios fazendeiros. Donos de frigoríficos – e Rico em particular – são especialistas em explorar a mão de obra dos autênticos produtores de carme, que trabalham para os frigoríficos. Os donos de frigoríficos, e com Rico Leite e sua família não e diferente, que trabalham com exportação, escondem informações sobre a quantia da escala de carne encomendada por seus clientes. De posse dos pedidos de carne cuja quantidade só eles conhecem de fato, eles passam manipular o preço da arroba de boi. Ou seja, sabendo que os fazendeiros tem boletos a pagar, com dívidas vencendo, os donos de frigoríficos passam a dizer que vão diminuir a escala do abate de animais, etc, que o mercado está enfraquecido e assim anunciam que vão comprar menos aninais e forçam a queda no preço unitário da arroba do gado. Ficam nessa enrolação dois meses ou mais tempo até os fazendeiros, alguns já no limite, venderem seus animais pelos preços oferecidos pelos donos de frigoríficos.

Com o gado comprado e com contratos amarrados pelos preços que conseguiram, só então os donos liberam a escala de abates e assim acabam ganhando duas vezes, na outra ponta, quando os preços voltam à normalidade do mercado.

Por isso, Alan Rick não poderia ter sido mais desastrado na escolha de seu vice.

Sorte da decência na vida política e administrativa deste Estado.

Ufa!

 

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