No Acre, no 1° semestre de 2026, nenhuma mulher foi assassinada

Estado diminui percentual de mortes mas ainda é campeão nacional neste tipo de crime; Veja os números

Apontado como um lugar de perigo para uma mulher viver, o Acre, nos últimos meses, estancou esse tipo de crime e o derramamento de sangue em casos de feminicídios. O Estado não registrou  nenhum caso de feminicídio no primeiro semestre deste ano, mostra levantamento do  Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, divulgado pelos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e das Mulheres (MMULHERES). No mesmo período de 2025, o Estado havia contabilizado quatro ocorrências.

Os dados mostram que o Acre permaneceu sem registros tanto no primeiro quanto no segundo trimestre deste ano. O Acre está entre as unidades da Federação que apresentaram queda nos casos em comparação ao primeiro semestre de 2025, ao lado de Rondônia (RO), Roraima (RR), Piauí (PI), Maranhão (MA) e Pernambuco (PE).

Na região Norte, a redução dos feminicídios foi de 20% no período, o maior recuo entre as regiões brasileiras. Apesar do resultado positivo no primeiro semestre de 2026, o cenário estadual ainda preocupa quando analisados os dados consolidados de 2025. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que o Acre registrou aumento de 74,3% nos feminicídios no último ano, passando de oito casos em 2024 para 14 em 2025. Com taxa de 3,2 vítimas por 100 mil mulheres, o estado ocupa a primeira posição no ranking nacional.

O levantamento também mostra que, embora os homicídios de mulheres tenham caído de 28 para 21 casos no estado entre 2024 e 2025, uma redução de 25,3%, a proporção de mortes classificadas como feminicídio cresceu de 28,6% para 66,7%, alta de 133,3%. Isso indica que uma parcela maior das mortes violentas de mulheres foi identificada pelas autoridades como crime motivado por razões de gênero.

Outro indicador que chama atenção é o das tentativas de feminicídio. O Acre registrou 54 ocorrências em 2025, contra 52 no ano anterior, aumento de 3,4%. A taxa chegou a 12,3 tentativas por 100 mil mulheres, a terceira maior do país, atrás apenas do Amapá (14,9) e de Mato Grosso (12,5). Além disso, 73% das tentativas de homicídio contra mulheres no estado foram classificadas como tentativas de feminicídio.

Os registros de violência contra a mulher também apresentaram crescimento em diferentes modalidades. As ocorrências de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica passaram de 1.422 para 1.729 casos, aumento de 21,1%. As ameaças cresceram 68,2%, passando de 2.590 para 4.375 registros, enquanto os casos de perseguição (stalking) aumentaram 16,6%, de 240 para 281 ocorrências.

Já os descumprimentos de medidas protetivas de urgência subiram 9,2%, totalizando 727 registros em 2025. A única redução entre os principais indicadores foi observada na violência psicológica, que caiu 5,1%.

Em todo o Brasil, foram registrados 741 feminicídios entre janeiro e junho de 2026, contra 760 no mesmo período de 2025, redução de 2,5%. O mês de junho concentrou 108 casos, o menor número mensal do primeiro semestre.

Na comparação regional, Norte (-20%) e Nordeste (-19,9%) apresentaram as maiores reduções nos registros. Em sentido oposto, Centro-Oeste (+19%), Sul (+19,2%) e Sudeste (+2,6%) registraram aumento dos casos em relação ao primeiro semestre do ano anterior.

O monitoramento também aponta redução entre os dois primeiros trimestres de 2026, com 59 casos a menos entre abril e junho na comparação com janeiro a março.

Já o Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que, em 2025, o Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio, aumento de 4% em relação ao ano anterior, mesmo com a redução de 5,5% nos homicídios de mulheres. Segundo o estudo, esse cenário indica que, embora menos mulheres tenham sido mortas de forma violenta, uma parcela maior dessas mortes foi reconhecida como feminicídio, ou seja, crimes motivados pela condição de gênero.

No país, 44,4% dos homicídios de mulheres registrados em 2025 foram classificados como feminicídio. No Acre, esse percentual chegou a 66,7%, um dos mais elevados do Brasil. Além disso, o país contabilizou 8.864 tentativas de feminicídio em 2025, média de 24 vítimas por dia. As maiores taxas foram registraNa comparação regional, Norte (-20%) e Nordeste (-19,9%) apresentaram as maiores reduções nos registros. Em sentido oposto, Centro-Oeste (+19%), Sul (+19,2%) e Sudeste (+2,6%) registraram aumento dos casos em relação ao primeiro semestre do ano anterior.

O monitoramento também aponta redução entre os dois primeiros trimestres de 2026, com 59 casos a menos entre abril e junho na comparação com janeiro a março.

Já o Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que, em 2025, o Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio, aumento de 4% em relação ao ano anterior, mesmo com a redução de 5,5% nos homicídios de mulheres. Segundo o estudo, esse cenário indica que, embora menos mulheres tenham sido mortas de forma violenta, uma parcela maior dessas mortes foi reconhecida como feminicídio, ou seja, crimes motivados pela condição de gênero.

No país, 44,4% dos homicídios de mulheres registrados em 2025 foram classificados como feminicídio. No Acre, esse percentual chegou a 66,7%, um dos mais elevados do Brasil. Além disso, o país contabilizou 8.864 tentativas de feminicídio em 2025, média de 24 vítimas por dia. As maiores taxas foram registradas no Amapá (14,9), Mato Grosso (12,5) e Acre (12,3).

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