Terri Aquino é agraciado com Prêmio Berta Ribeiro, da Associação Brasileira de Antropologia

Antropólogo foi o primeiro a descobrir que no Acre havia indígenas, inclusive povos que não tinha, contato coma chamada sociedade civilizada      

 

O antropólogo e indigenista Txai Terri Aquino, um dos fundadores da Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI-Acre), foi o vencedor da primeira edição do Prêmio Berta Ribeiro, da Associação Brasileira de Antropologia (ABA).

Criada para reconhecer a antropologia realizada em diferentes espaços de atuação, a premiação valoriza trajetórias comprometidas com a defesa de direitos, a produção de conhecimento em diálogo com os povos indígenas e a transformação social.

Terri destacou que o reconhecimento também pertence à história coletiva do indigenismo no Acre: “Esse primeiro Prêmio Berta Ribeiro da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) ainda foi dedicado ao indigenista Txai Macêdo, falecido em 14 de fevereiro de 2026, e à CPI-Acre, entidade que ajudei a criar, no fim da década de 1970, na antiga sede do jornal Varadouro, em Rio Branco, capital do Acre.”

O prêmio leva o nome da antropóloga, museóloga e indigenista Berta Ribeiro, referência na valorização dos conhecimentos indígenas e de uma antropologia ética, comprometida com a garantia de direitos e com a transformação da sociedade.

“Parabéns, Txai Terri, por esse merecido reconhecimento! “O ‘Txai inaugural’ é igual a dizer que você foi o primeiro txai de uma futura denominação genérica.” , disseram os organizadores.

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