No mesmo dia em que foi anunciado como companheiro de chapa do presidenciável Flávio Bolsonaro, na condição de candidato a vice-presidente, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) viou seu nome ser incluído num pedido de investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR pediu diligências à Polícia Federal (PF) antes de se posicionar sobre o pedido de abertura de inquérito para investigar o deputado por suposto crime de estupro de vulnerável. O caso evolveria uma menina de 13 anos, em Alagoas.
Segundo fontes da PF, o pedido foi recebido pela corporação na quarta-feira (5/8), mesmo dia em que Gaspar foi anunciado como candidato a vice de Flávio. Não é possível saber que tipo de diligência — que pode ser desde uma informação extra até uma quebra de sigilo — a PGR pediu.
A denúncia contra o vice de Flávio foi apresentada inicialmente pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). Os parlamentares anunciaram a acusação em 27 de março, último dia da CPMI do INSS no Congresso Nacional, da qual Gaspar era relator.
Lindbergh e Soraya enviaram à denúncia para a PF. A corporação, então, apresentou ao STF pedido de abertura de inquérito. O caso caiu nas mãos do ministro Gilmar Mendes, atual decano da Corte. O magistrado pediu posição da PGR, que até o momento não emitiu parecer.
Segundo pessoas próximas, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, só emitirá seu parecer após receber o resultado das diligências da PF. Gilmar, por sua vez, indicou a interlocutores que pretende esperar a posição da PGR sobre o tema antes de decidir se abre ou não o inquérito contra Gaspar.
