O Prefeito de Feijó – município distante 350 quilômetros da Capital Rio Branco –. Delegado Railson Ferreira (Republicanos), – FOTO – está sendo responsabilizado diretamente, por familiares e amigos, pela morte trágica ocorrida na madrugada desta quinta-feira (14/5) do jovem Rodrigo Silva Sena. Na madrugada desta quinta-feira (14/5), o rapaz foi vítima mais do que uma fatalidade do trânsito. Foi vítima da incúria da Prefeitura e da irresponsabilidade do prefeito, o qual, ao invés de se encontrar no município administrando a cidade e seus munícipes, está em Rio Branco em busca de factoides e outros meios para criar publicidade em torno da candidatura de seu candidato a governador, o senador Alan Rick, do seu mesmo Partido. O Delegado Railson Ferrreira é aquele prefeito que, em busca de holofotes para o candidato adversário da governadora Mailza Assis (PP) na futura campanha eleitoral, ameaça acampar na esplanada do Palácio Rio Branco até ser recebido prela chefe do Executivo.

Palco montado pela Prefeitura no meio da rua foi a causa da morte de jovem feijoense
Enquanto o prefeito se preocupa com fatos políticos muito longe de sua alçada, deixou o que foi um Palco de Madeira – na verdade, um amontoado de madeira no meio da rua, no centro da cidade, como uma perfeita armadilha mortal em plena via pública na qual o rapaz foi vítima.
Montada como palco para festejos no município há dias atrás, a estrutura permanece na rua, sem iluminação, sem placas de aviso sobre o perigo ou outros meios que possam evitar a tragédia que aconteceu nesta madrugada. O local do que deveria ter sido um espaço de celebração, tornou-se um obstáculo invisível no escuro da madrugada com o qual o jovem feijoense deparou-se para morrer no meio da rua graças a um prefeito irresponsável e criminoso, segundo mostram as imagens da motocicleta cravada na madeira apodrecida. O retrato fiel de uma administração que parece ter esquecido o básico: zelar pela vida do cidadão para fazer política de forma desastrada e irresponsável.
Enquanto a estrutura “esquecida” bloqueava o caminho e ameaçava a segurança dos feijoenses, o chefe do Executivo municipal preferiu a conveniência da capital acreana, priorizando o embate político em detrimento da zeladoria urbana. O “turismo político”, como definido por moradores revoltados, custou caro demais para uma família tradicional da cidade.
A gestão pública não se faz apenas com discursos e protestos em frente ao Palácio Rio Branco; faz-se com fiscalização, limpeza e respeito ao espaço comum. Manter um tablado de madeira ocupando a pista por cinco dias após o evento, sem alerta de perigo, configura uma omissão administrativa grave.
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), cumprindo seu mister, precisa agir e fazer as seguintes perguntas: Por que a estrutura não foi desmontada logo após o evento de Dia das Mães?;
Onde estavam os órgãos de fiscalização e trânsito do município que não isolaram a área?;
Qual a justificativa para o abandono de material possivelmente deteriorado em via pública?/
Onde estava sua excelência o prefeito na hora do acidente?
A Polícia Civil tem o dever de apurar as responsabilidades. Não se trata apenas de um acidente de trânsito, mas de uma potencial prevaricação e negligência do poder público. A prefeitura de Feijó, até o momento em silêncio, deve explicações que vão muito além de uma nota de pesar.
Rodrigo Silva Sena teve sua vida ceifada por um obstáculo que não deveria estar lá. Que esta tragédia sirva para lembrar que a política deve servir ao povo, e para que aventureiros se sirvam dos cargos para a defesa de suas interesses pessoais — especialmente quando esses palcos, na vida real, tornam-se instrumentos de morte.
Feijó chora, mas também exige justiça e o prefeito Delegado Railson Ferreira não pode dar o silêncio como resposta.
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