Terra Indígena Mamoadate realiza a II Assembleia Extraordinária da Associação Manxinerune

objetivo a eleição da nova diretoria da associação e a discussão dos planos futuros para o fortalecimento da organização comunitária do povo Manxineru da Aldeia Extrema

 

Entre os dias 18 e 20 de junho de 2026, na Aldeia Extrema, Terra Indígena Mamoadate, está sendo realizada a II Assembleia Extraordinária da Associação Manxinerune Ptohi Phunputuru Poktsahi Hajene (MAPPHA). O encontro tem como principal objetivo a eleição da nova diretoria da associação e a discussão dos planos futuros para o fortalecimento da organização comunitária do povo Manxineru da Aldeia Extrema.

Durante a assembleia, estão sendo debatidas ações voltadas à proteção e ao monitoramento territorial da Terra Indígena Mamoadate, bem como à continuidade das atividades de vigilância, monitoramento e expedições destinadas à defesa dos direitos dos povos indígenas isolados e de recente contato. A MAPPHA tem como missão atuar na defesa do território, da educação, da cultura, da saúde e dos direitos coletivos do povo Manxineru, fortalecendo sua autonomia, sua organização social e sua governança comunitária.

Além da eleição da nova diretoria, a assembleia busca construir estratégias para fortalecer o trabalho coletivo e a governança da comunidade, garantindo a participação ativa da juventude, das mulheres e das lideranças tradicionais nos processos de tomada de decisão.

O encontro conta com a participação de representantes das aldeias Peri, Jatobá, Santa Cruz, Laranjeira, Terra Alta, Cachoeira e Lago Novo. A presença dessas comunidades demonstra o interesse em conhecer a experiência organizativa da MAPPHA, visando fortalecer suas próprias iniciativas e, futuramente, criar e consolidar associações comunitárias em suas aldeias.

Esse intercâmbio de experiências contribui para o fortalecimento da governança do povo Manxineru e das demais comunidades participantes, além de colaborar para a salvaguarda da biodiversidade, dos conhecimentos tradicionais e dos valores culturais que fazem parte da identidade do nosso povo.

A assembleia também tem o propósito de fortalecer a representação dos interesses do povo Manxineru da Aldeia Extrema nos âmbitos municipal, estadual, nacional e internacional, buscando o reconhecimento das autoridades competentes e ampliando parcerias institucionais que contribuam para a proteção dos direitos indígenas.

Nesse sentido, reafirma-se a importância da continuidade das parcerias com a Comissão Pró-Índígenas do Acre (CPI-Acre), o Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (OPI), Survival International e outras instituições parceiras, além da busca por novas cooperações que fortaleçam as ações em defesa do território e dos direitos dos povos Manxineru.

Também é fundamental construir e ampliar novas parcerias que possam contribuir para o trabalho de proteção da Terra Indígena Mamoadate e dos povos indígenas isolados que compartilham esse território, fortalecendo as ações de monitoramento, vigilância e defesa dos direitos Manxineru e dos isolados os desconfiados.

Esta assembleia representa ainda um importante momento de prestação de contas, transparência e compartilhamento de experiências. É uma oportunidade para demonstrar às demais comunidades como uma associação deve funcionar de forma responsável, respeitando seu estatuto social, as decisões dos associados e da comunidade, e atuando com transparência, compromisso coletivo e responsabilidade na gestão de seus recursos e atividades.

Por essas razões, estamos reunidos na Terra Indígena Mamoadate, Aldeia Extrema, fortalecendo nossa organização, nossa cultura, nossa autonomia e nosso compromisso com as futuras gerações do povo Manxineru.

“A união, a transparência e o trabalho coletivo são os caminhos para fortalecer nosso território, nossa cultura, nossos direitos e a proteção dos povos indígenas isolados que compartilham esta terra conosco”, diz o manifesto divulgado pelos organizadores.

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