Soa estranho, muito estranho que o senador Alan Rick, candidato a governador pelo Republicano e que está em desvantagem numérica em relação à governadora Mailza Assis que o venceu no primeiro turno da eleição para o Governo do Estado, esteja desafiando a adversária para debates na TV. Estranho porque até mesmo a Rede Record, que apoiou os candidatos do Republicano e que transferiu seu apoio para Flávio Bolsonaro neste segundo turno da eleição presidencial, cancelou o debate previsto para o próximo domingo (11/10) com o presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva e o senador do PL.
Na verdade, os candidatos à presidência, tanto à direita como à esquerda, desde o primeiro turno, já perceberam que os debates na TV, outrora fundamentais para que o eleitor se definisse em relação a seus candidatos, há muito perderam os princípios do debate propriamente dito e passaram a servir de espaço para ataques pessoais e até mesmo de enfrentamento físico.
Todos devem lembrar da cadeirada do apresentador Datena contra o influenciador Pablo Marçal nas eleições municipais de 2024, em São Paulo. Pois é. Os debates entre candidatos, inaugurados no país pela TV Bandeirantes com a primeira disputa presidencial após a 25 anos de ditadura militar, nos primeiros momentos da incipiente democracia brasileira foram bons e aperfeiçoados – até o momento em que a Rede Globo passou a avacalhar a proposta com o debate entre Lula e Collor no segundo turno das eleições de 1990, com o claro patrocínio da emissora para o então candidato do sistema contra a candidatura de um então operário que até o terno que usava estabelecia sua condição de fragilidade diante de um adversário poderoso, articulado e apoiado pelo capital nacional e internacional. Deu no que deu, como todos vimos.
Ali começou o descrédito dos debates a despeito da melhoria em tecnologia e outras formas, ao ponto de, no primeiro turno da eleição de 2026, a própria Rede Globo ter anunciado a realização e se ver obrigada a suspender a realização do encontro porque os atores iniciais do que deveria ser o seu debate, Lula e Flávio Bolsonaro, alegado motivos diversos, não compareceram ao evento.
Agora, quando a própria TV Record anunciou na sexta-feira (9/10) o cancelamento do debate entre os candidatos à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para domingo (1), através de nota em que a emissora afirmou que houve uma “incompatibilidade” de agendas dos presidenciáveis, no Acre o ex-apresentador da própria TV Record e agora candidato ao Governo do Estado vai na contra-mão insistindo em debater com a governadora e sua adversária. “A Record informa que, em razão da incompatibilidade de agendas dos candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, o debate previsto para o próximo domingo, 11 de outubro, foi cancelado”, disse a nota da emissora.
Este seria o primeiro debate do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Flávio e Lula não participaram de debates durante o primeiro turno.
Os dois já afirmaram que pretendem discutir suas propostas frente a frente nesta etapa da campanha. “Vai ter muito debate. Vai ter muito debate na televisão. Vai ter debate na internet. Agora estou virando o rei da selfie. Agora estou virando o internauta. Podem se preparar”, declarou Lula durante um ato em Ceilândia (DF) nesta sexta.
“Eu já queria ter participado no primeiro turno de debates com o Lula. Vou participar de debates. Eu acho que são importantes. É o que eu sempre quis, eu quero comparar os programas de governo, eu quero comparar os governos do Lula com o nosso governo”, afirmou Flávio nesta terça (6).
No Acre, é Alan que vem fustigando Mailza pelos debates, sendo que a governadora jamais se furtou a comparecer a tais eventos e ao que não compareceu, no primeiro turno, foi de fato por incompatibilidades de agenda. No momento em que ocorria o debate, ela estava no município de Santa Rosa do Purus. Mas agora, como eleitor de Mailza, se eu pudesse aconselhá-la, diria que ela não deveria comparecer a debates com Alan Rick. Não por temer e reconhecer que ele poderia se sair bem melhor, por ser um profissional de televisão. Mas porque, no momento em que o candidato demonstra desequilíbrio, que parece fora de si pela retumbante derrota no primeiro turno e a aparente derrota num segundo rouud – logo ele, que sempre festejou estar à frente em todas as pesquisas, debater proposta é o que menos ele quer fazer. Até porque, aqui para nós, ele não tem proposta alguma original a apresentar.
Na verdade, Alan Ricl quer ficar frente a frente com Mailza para destratá-la, para tentar desqualificá-la coma história do diploma em pedagogia e sobre seu casamento com Madson Cameli como se a vida pessoal dos candidatos seja mais importante do que propostas para a população. Não é à toa que, nos últimos dias, segundo informações que me chegaram, gente do Alan andou tentando fuçar os arquivos da extinta faculdade Faao em busca das notas da aluna Mailza Assis na época em que a atual governadora era estudante de Direito, curso que ela não concluiu e nunca disse tê-lo feito – bem ao contrário de Alan que, entre os jornalistas, posava de juristas quando era apenas estudante de Direito, e um estudante irregular, já que nem vestibular ele havia prestado e frequentava a Universidade Federal do Acre (Ufac), como estudante janeleiro, um fenômeno registrado no Acre em que estudantes sem habilitação no vestibular acompanhavam aulas em pé, pelo lado de fora das salas, através das janelas – daí.
Pois o “janeleiro” Alan Rick quer saber como foram as notas da estudante de Direito Mailza Assis, uma atitude indigna de um homem e de um Senador da República que se apresenta como candidato a governador de um Estado. Na verdade, ao tenta buscar as notas da então estudante Maiza Assis para tentar desqualificá-la em debates, Alan Rick apenas se comporta como um proxoneta e um homem ao qual pessoas sérias, como é o caso da governadora, nem devem se aproximar nem frequentar o mesmo espaço sob pena de ser infectadas por uma espécie de vírus do mau caratismo oportunista que costuma infestar principalmente pessoas de caráter duvidoso.
