**“Vimos nossa região se transformar num laboratório para ideologias estranhas, com ONGs e a esquerda usando a Amazônia enquanto ignoravam a pobreza do nosso povo e até mesmo setores da igreja embarcaram numa narrativa, que parecia se esquecer do ser humano para adorar a natureza”, disse Bittar **
**Tião Maia, O Aquiri**
O Papa Leão XIV está sedo ovacionado por setores que se opõem às políticas preservacionistas do meio ambiente, como é o caso da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, por mensagem enviada aos bispos católicos baseados na Amazônicos que participaram de um encontro em Bogotá, na Colômbia, na semana passada. Na mensagem, o Papa trata da importância de cuidar da natureza sem se tornarem seus escravos ou adoradores, o que foi suficiente para políticos defensores principalmente do agronegócio, como é o caso do senador acreano Márcio Bittar (PL), passarem a tratar o pontífice como aliado de suas causas.
Márcio Bittar gravou e postou vídeo em suas redes sociais dizendo que o Ppa alertou para que os fiéis não adorem a Amazônia como faziam no passado os que deixavam de adorar a Deus para a adoração a um bezerro de ouro. Em telegrama ao cardeal Pedro Barreto Jimeno, presidente da Conferência Eclesial da Amazônia, assinado pelo cardeal Pietro Parolin, o Papa agradeceu aos bispos por “seus esforços para promover o bem maior da Igreja para os fiéis do amado território amazônico”.
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** O Papa Leão XIV, homem de coragem e fiel à tradição**
Falando sobre o que aprenderam no Sínodo da Amazônia, feito em outubro de 2019, Leão XIV os exortou a buscar, com base na unidade e na colegialidade de um “corpo episcopal”, modos concretos e eficazes de ajudar “os bispos diocesanos e os vigários apostólicos a cumprir sua missão”. Para alcançar isso, o papa Leão XIV propôs três dimensões: a missão da Igreja de anunciar o Evangelho a todos os povos, o tratamento justo dos povos que ali vivem e o cuidado da casa comum.
“É necessário que Jesus Cristo, em quem se recapitulam todas as coisas, seja anunciado com clareza e imensa caridade entre os habitantes da Amazônia”, disse o papa. Para o papa, é preciso “lhes dar o pão fresco e límpido da Boa Nova e o alimento celeste da Eucaristia, único meio para ser verdadeiramente o povo de Deus e o corpo de Cristo. “Onde se prega o nome de Cristo a injustiça retrocede proporcionalmente, pois, como assegura o Apóstolo Paulo, toda a exploração do homem pelo homem desaparece se somos capazes de nos recebermos uns aos outros como irmãos”, disse Leão XIV.
Dentro dessa “doutrina perene”, o papa enfatizou a importância de cuidar da “casa” que Deus Pai “nos confiou como administradores solícitos, de modo que ninguém destrua irresponsavelmente os bens naturais que falam da bondade e beleza do Criador”. “Nem, muito menos, se submeta a eles como escravo ou adorador da natureza, pois as coisas nos foram dadas para alcançarmos o nosso objetivo de louvar a Deus e, assim, obter a salvação de nossas almas”, advertiu por fim o papa.
Papa segundo o sendo o senador – Márcio Bittar, ao falar sobre a mensagem aos bispos amazônidas, saudou o Papa Leão XIV como um homem de coragem e fiel à tradição. Disse que, em um ato de coragem, clareza e sabedoria, o Papa condenou a “idolatria ecológica”, repudiando a adoração à natureza em detrimento do ser humano. Segundo o senador, o que disse o Papa muda tudo.
“Por décadas, lutando pelo povo da Amazônia, nos sentíamos sós. Vimos a nossa região se transformar num laboratório para certas ideologias estranhas. Vimos ONGs e a esquerda usarem a Amazônia como pretexto, enquanto ignoravam solenemente a pobreza do nosso povo. E até mesmo os setores da igreja embarcaram numa narrativa, que parecia se esquecer do ser humano para adorar a natureza”, disse Bittar evocando a Bíblia. “Lembra a história do bezerro de ouro? Pois é, ela se repete. Agora é a Amazônia, que é adorada.
Mas hoje eu vim aqui para falar de esperança. Luz no fim do túnel. O Papa Leão XIV, homem de coragem e fiel à tradição, enviou uma mensagem para os bispos da Amazônia. No ato de clareza e de sabedoria, o Papa condenou a idolatria ideológica. Ele repudiou a adoração à natureza e nos lembrou daquilo que está escrito no Livro da Sabedoria. São insensatos aqueles que, através dos bens visíveis, não souberam conhecer o Criador. Nas palavras do próprio Pontífice, as coisas da natureza, nos foram dadas para alcançámos nosso objetivo de adorar a Deus, e não para nos submetermos a elas com escravos ou adoradores”, acrescentou.
Para o senador, a manifestação do Papa “é o fim da teologia que coloca uma árvore acima de uma criança”. “É o resgate da verdadeira doutrina cristã que coloca o homem feito a imagem e semelhança de Deus no centro da criação. A mensagem do Papa é um golpe mortal na espinha dorsal da esquerda e das ongs que sequestraram a Amazônia e que eliminam a população dessa equação. Eles perderam agora a sua mais poderosa arma de manipulação”, disse Márcio Bittar.

