O estelionato eleitoral de Alan Rick

Secretário Luiz Calixto diz que senador quer se apropriar do trabalho coletivo da bancada acreana no Congresso Nacional

O secretário de Governo Luiz Calixrto veio a púbico para dizer o óbvio: que o senador Alan Rick (UB-AC) faz, desde o momento em que, picado por alguma mosca azul, achou que poderia ser governador do Acre, em relação às emendas que ele apresenta como parlamentar ao Orçamento Geral da União (OGU), fosse o Brasil um país sério já teria dado no mínimo cadeia por um crime que, se não existe ainda na judicatura nacional, deveria existir: o estelionato eleitoral, com todas consequências causadas pelo estelionato comum, inclusive com a prisão do querelado.

É claro que outros políticos com mandatos também cometem o mesmo absurdo,  mas,  no caso de Alan Rick, no afã de impulsionar seu nome como candidato a governador, a situação já ultrapassa o limite do bom senso e do razoável. É claro que os políticos precisam prestar contas do que fazem e do que estão faz\zendo, principalmente em Brasília, que ´[e um pouco distante do olhar do eleitor de suas bases eleitorais.

Mas este negócio de “outdoor” anunciando aos quatro ventos a obtenção de milhões para isso, milhões para acolá, como se o recursos saíssem do próprio bolso do parlamentar, além de mentiroso, é uma prestação de contas falsa.

Isso porque esses parlamentares – e Alan Rick, valendo-se do conhecimento de jornalista e publicitário, além de saber que as leis desse país só se aplicam pela Justiça aos pretos e pobres e dificilmente atingem os branquinhos e bem nascidos como ele, abusam não só da estética das cidades acreanas, como da ética que o mandato de senador exige como também da inteligência do eleitor.

Em nenhum momento, a propaganda do senhor Alan Ricik, assim como ocorre em relação a outros parlamentares, diz que indicação de emendas ao OGU, e agora emendas impositivas, é obrigação de cada parlamentar e não um ato de bondade de suas excelências. Não dizem, por exemplo, que os parlamentares, através da Câmara e Senado, avançam sobre o Orçamento a cada ano e abocanham grande parte a qual os parlamnataress passam a manipular, em forma de benefícios às suas bases eleitorais – pelo menos é como deveria ser, segundo a lei, sem rachadinhas, sem cobranças de percentual de empresas que abocanham – através de licitaçõe4s dirigidas – obras a serem financiadas com aquelas recursos,  como se fala à boca pequena no Estado inteiro, e não é de agora…

Mas o senador Alan Rick também inovou no cardápio. Agora, não trata mais só de obras. Está investindo em máquinas e outros implementos agrícolas os quais entrega, na Capital no no interior, sempre sob muita festa. O eleitor desavisado, aquele pobre coitado ao qual a cidadania ainda é algo desconhecido para ele, deve se perguntar, já que não é bobo de todo, em qual prêmio da mega sena ganhou o senador para poder desembolsar tanto dinheiro na compra e doação de equipamentos tão caros. E  a hora de votar vamos eleger tais candidatos e seus indicados porque, pelo senso comum, tirar tais cidadãos dos cargos é risco de perda de tais benefícios.

E isso acontece porque os espertalhões, como ocorre agora segundo a denuncia do secretário Calixto, não dizem que os recursos são públicos e que os bens doados são Governo Federal.  Calixto está lembrando que máquinas compradas com dinheiro de emendas da bancada do Acre não podem servir de palanque para o senador, já que não foi só o senador a fazer aas indicações – foi o conjunto de deputados e senadores da bancada.

Calixto disse que a aquisição das 2.051 máquinas, veículos e equipamentos agrícolas para serem entregues aos 22 municípios do Acre, com recursos superiores a R$ 220, são de emendas da bancada e não, como faz o crer o senador Alan Rick, algo de sua iniciativa particular. “São milhões em emendas da bancada federal acreana, e que representam uma das mais importantes ações de fortalecimento da produção rural já realizadas no Estado, um fruto do trabalho conjunto de deputados federais e senadores do Acre”, alertou o secretário

Com entrega oficial de parte do maquinário programada para o próximo dia 5 de junho, com a presença de ministros de Estado, parlamentares federais e demais autoridades, o secretário Calixto diz que há uma clara tentativa do senador Alan Rick de atribuir o feito à sua atuação parlamentar, individualmente.

“O que está sendo entregue aos municípios é fruto de uma ação coletiva da bancada federal acreana. São recursos de emenda de bancada, construídos e aprovados por todos os parlamentares federais do Acre. Não é uma conquista individual”, afirmou.

As declarações foram feitas após o senador Alan Rick posar para fotografias ao lado das máquinas já estacionadas no pátio da Superintendência do Ministério da Agricultura, em Rio Branco, e divulgar reportagem atribuindo à sua atuação parlamentar o protagonismo da ação. “É preciso fazer justiça aos fatos. Quando alguém tenta transformar uma conquista coletiva em patrimônio político pessoal, acaba desconsiderando o trabalho dos demais parlamentares que participaram da construção e da aprovação desses recursos. Ao anunciar como pessoal algo coletivo, o senador revela seu caráter egocêntrico”, disse Calixto.

O secretário ressaltou ainda que a iniciativa envolveu a atuação conjunta da bancada federal e a participação do governo federal na execução do programa com investimentos que são resultado do trabalho conjunto da bancada federal acreana, por meio de emendas de bancada que estão viabilizando a implantação do Programa Inova no Acre.

“Trata-se, portanto, de uma conquista fruto de um instrumento coletivo que reúne os esforços de todos os representantes do Acre no Congresso Nacional em favor do desenvolvimento do estado. Estamos falando de mais de R$ 220 milhões em investimentos. Isso não pertence politicamente a ninguém. Pertence ao Acre e aos acreanos. Os municípios serão beneficiados porque houve união de esforços entre diversos atores políticos e institucionais”, lembrou, ao considerar também como inadequada a tentativa de personalizar uma ação construída coletivamente. “Considero deselegante, presunçoso e intelectualmente desonesto tentar passar para a população a ideia de que uma emenda de bancada, assinada e defendida por todos os parlamentares federais, seja obra exclusiva de uma única pessoa. Os fatos precisam ser respeitados”, afirmou.

 

Notícias relacionadas :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS