**Tião Maia, O Aquiri**
Faleceu na tarde deste domingo (24/8), no Rio de Janeiro, o cartunista Sergio Magalhães Jaguaribe, o Jaguar, aos 93 anos de idade. A causa da morte foi anunciada como uma crise respiratória que evoluiu para danos renais irreversíveis
Jaguar era um mestre de imprensa. Escrevia, desenhava, editava e fazia humor como poucos. Seu humor cáustico beirava ao anarquismo.
Tudo começou em 1952, quando ainda jovem trabalhava no Banco do Brasil e nas horas vagas desenhava.
Ao publicar o primeiro desenho, deixou a futura carreira bancária e entrou de vez para a imprensa e o mundo da mídia, escrevendo e. desenhando para as mais diversas publicações do mercado editorial brasileiro.
Em 1966, no auge da ditadura militar, ao lado de grandes redatores e desenhistas da imprensa brasileira como Tarso de Castro, Sérgio Cabral, Edilson Martins – este último acreano de Rio Branco, Henfil, Millôr Fernandes e outros tão grandes quanto ele, fundou o jornal satírico “O Pasquim”. Com reportagens, entrevistas, personagens bombásticos fustigava o regime dos generais, razão pela qual acabou preso e processado. O jornal fechou.
Uma das frases de seu humor cáustico envolve seu amigo acreano Edilson Martins. Ele disse do colega que, no Rio, naqueles tempos, “Edilson Martins só não comeu mais mulheres que a Gal Costa”.
O assunto não agrada ao Edilson Martins, autor de “Nossos Indios, Nossos Mortos” – enfim reeditado- e de outras obras.
Não há informação ainda sobre local de velório e de sepultamento. Com Jaguar, vão-se muito do humor e da cultura de um Brasil casa dia intelectualmente mais apequenado.

