Márcio Bittar diz que não aceita pressão para apoiar Mailza e que pode até entregar cargos no Governo

**Para o senador, a prioridade do PL não é a eleição ao Governo e sim a sua reeleição ao Senado **

**Tião Maia, O Aquiri**

– E por que eles não declaram apoio à minha pessoa, primeiro?

A pergunta foi feita na manhã desta sexta-feira (22/08) pelo senador Márcio Bittar ao responder à pergunta do repórter de O Aquiri, em entrevista exclusiva ao site de notícias, de o por quê de ele não ter, ainda, declarado apoio a nenhum dos três virtuais candidatos ao Governo em 2026 – Alan Rick, Tião Bocalom e Mailza Assis?

No dia em que se filia ao PL (Partido Liberal) em solenidade a ser iniciada às 16 horas no auditório da Faculdade Uninorte, em Rio Branco, Márcio Bittar diz que a prioridade de sua nova sigla, a mesma do ex-presidente Jair Bolsonaro e a mais ferrenha na oposição ao governo petista do presidente Luiz, em nível estadual, não são às eleições para o Governo do Estado em 2026.

A prioridade do PL em todos os estados, assim como a eleição presidencial, é a do Senado da República.

“No Acre, portanto, a eleição para o Governo do Estado não é a nossa prioridade. Nossa maior prioridade é a eleição do Senado e por isso a hora é de meu nome estar recebendo apoio e adesão e não ao contrário”, afirmou o senador, ao garantir que não é hora de discutir sequer nomes de candidatos ao Governo. “A hora deverá ser no ano que vem, perto das convenções”, disse.

Sobre as eleições presidenciais, apesar da inegebilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, Marcio Bittar disse ter esperanças concretas de que a Direita vencerá a eleição, “com o próprio Bolsonaro candidato ou quem ele indicar”. “O fato é que se a Direita vencer, com Bolsonaro ou com quem for o candidato que ele apontar, e eu me reelegendo, poderei fazer muito mais pelo Acre do que já fiz quando fui relator do Orçamento”, disse. “Ainda hoje o governador Gladson Cameli, mais de dois anos depois que deixei a relatoria do Orçamento, está lançando pacote de obras com recursos obtidos através de emendas de minha autoria.

Entre essas obras posso citar o pacote de mais de R$ 100 milhões para ramais, para pontes de concreto em ramais e o Viaduto da Corrente”, lembrou.

Márcio Bittar lembrou também que vai manter a agenda de oposição ao presidente Lula e às políticas de seu governo defendidas pela ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, a acreana Marina Silva. “Não é uma questão pessoal contra a Marina, que é acreana e que chegou a fazer política, embora em oposição a gente, no meio de todos nós.

Mas sou contra o que ela defende, que é a defesa intransigente do Meio Ambiente para proteger nossas riquezas naturais enquanto quem vive na Amazônia passa fome vivendo sobre riquezas. Não posso aceitar que, na Amazônia, membros dos povos indígenas continuem caçando ratos para comer, passando fome mesmo, enquanto vivem sobre riquezas e que as ONGs aliadas de Marina Silva não deixam serem exploradas”, criticou.

O senador demonstrou chateação com uma possível pressão para que ele declare apoio logo a qualquer um dos três candidatos, se Alan Rick, Tião Bocalom ou à Mailza Assis. Dise que, em nenhum momento, discutiu a possibilidade de levar o senador Alan Rick para o PL, já que o paramentar, ainda filiado ao Uniao Progressistas mas sem espaço para manter na sigla sua candidatura ao Governo, estaria com dificuldades para encontrar uma sigla, embora tenha proximidade com o MDB e PSD. “Como já disse, eleição de governador não é a prioridade do PL”, reafirmou.

Ao dizer isso, Márcio Bittar lembrou que não aceitará pressões para se definir logo por um candidato ou candidata ao Governo. “Não sou homem de ser pressionado ou chantageado. Quem me conhece sabe disso”, afirmou. Ele lembrou que estava dando uma entrevista a um Podcar da cidade quando, na hora, começaram a chegar mensagens cujas origens ele disse ter identificado como de origem de membros ou aliados do Governo. ” Nas mensagens, diziam que eu deveria logo declarar apoio a Mailza porque tenho cargos indicados no Governo, como meu filho João Paulo (presidente da Funtac). Se me pressionarem, eu mando a ele entregar o cargo. Não funciono com chantagem ou pressão”, disse o senador.

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