**Juiz Clovis Lodi decide, em audiência de custódia, que o grupo tem que ficar preso sem limite de tempo até a data de julgamento; André Borges e Johnnes Lisboa, presos fora do Acre, estão sendo recambiados para Rio Branco **
**Tião Maia, O Aquiri**
As prisões preventivas dos empresários John Muller, Mayon Ricary e Douglas Henrique, André Borges e Johnnes Lisboa – os dois últimos foram respectivamente preso em Porto Velho (RO) e na Bahia, estão sendo recambiados para o Acre – tiveram suas prisões temporárias convertidas em preventiva juiz Clovis Lodi, da Vara Estadual de Garantias da Comarca de Rio Branco, durante audiência de custódia. Isso significa que o grupo permanecerá preso porque a prisão preventiva é uma medida cautelar, e não uma punição, decretada por um juiz para prender suspeito antes da sentença final, visando garantir a ordem pública, a conveniência da instrução criminal, com a coleta de provas e proteção de testemunhas ou a aplicação da lei penal, evitando fuga do réu. A medida é excepcional, exigindo fundamentação concreta e deve ser usada apenas quando outras medidas menos restritivas não são suficientes.
Os acusados já estavam presos desde a última terça-feira (17/9), a partir de uma operação da Polícia Federal contra tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. A decisão judicial também sequestrou bens móveis e imóveis e bloqueou R$ 30 milhões em nome dos suspeitos.
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**Johne Lisboa parece ser o líder da quadrilha**
André Borges é herdeiro do clã Borges, tradicional família de Minas Gerais que chegou ao Acre no início dos anos de 1980 e se tornou fona de empreendimentos como a Maison Borges e de conveniências Pão de Queijo, que inclui um restaurante na Avenida Nações Unidas, no Bairro do 7º BEC.
Ao decretar as prisões, o juiz mandou averiguar quais do grupo detém curso superior, a fim de encaminhar o detentor de título de terceiro grau para prisão especial. Em geral, em casos assim, os quarteis do BOP (Batalhão de Operações Especiais) e da Polícia Militar Ambiental), no bairro do ipêw, em Rio Branco, são utilizados. No caso dos que não detém curso superior, caso dos irmãos Lisboa, yodos vão para o presídio Francisco D’Oliveira Conde também em rio Branco. A investigação identificou que a organização, com atuação em seis estados brasileiros, enviava grandes quantidades de droga do Acre para o Nordeste e Sudeste, diz em nota a Polícia Federal que deu suporte á operação.
A Polícia Federal revelou que o esquema utilizava o sistema financeiro e criptoativos para movimentar os valores auferidos no tráfico de drogas por meio de pessoas e empresas interposta. Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

