**Criminoso fugiu do presídio quando cumpria pena de 90 anos, foi preso em Porto Velho em fevereiro de 2024 e agora enfrentou novo julgamento **
**Tião Maia, O Aquiri**
A Primeira Vara do Tribunal do Júri Popular da Comarca de Rio Branco condenou, em sessão realizada na segunda-feira (8/9), Talisson de Souza gama, é “Exu caveira”, um dos criminosos mais perigosos do Acre, a 36 anos de anos de prisão pelo assassinato Nelson Ferreira Lima. O crime foi registrado no Bairro Recanto dos Burtis, em março de 2023.
A condenação de 36 anos vem se somar a outros 90 anos de prisão que o criminoso ainda tem a cumprir por outros crimes, principalmente de homicídios. “Exu Caveira” estava em liberdade após fugir do sistema prisional do Acre, em 2023, mas foi preso no dia 11 de fevereiro em Porto Velho (RO), no bairro de Mariana, pelos investigadores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) dos Ministérios Público do Acre (MPAC) e de Rondônia (MPRO), com ajuda da Polícia Militar de Rondônia. Talisson foi preso enquanto tirava uma “soneca da tarde”. O acusado é considerado um dos criminosos de maior periculosidade do Acre e estava em Rondônia para matar policiais militares, informou o Gaeco.
Os 90 anos de prisão de penas anteriores eram por homicídios, roubos, crimes contra o patrimônio e organização criminosa, do presídio Francisco de Oliveira, no Acre, junto a outros cinco detentos. Ele cumpria pena pelo assassinato de um motorista de aplicativo em Rio Branco, em abril de 2024, mas conseguiu escapar e só foi recapturado em Porto Velho. prisão foi resultado de uma operação conjunta entre a Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (FTICCO-RO) e o 5° Batalhão da PMRO. Após a captura, o criminoso foi entregue ao sistema penitenciário do estado do Acre.
A prisão do criminoso ocorreu em meio a uma tentativa do Ministério Público do Acre (MPAC) de conter o avanço das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), que já dominam quase todos os municípios do estado. Para reforçar o combate ao crime organizado, o MPAC lançou um canal anônimo de denúncias via WhatsApp, permitindo que a população envie textos, fotos, vídeos e áudios para auxiliar nas investigações.
Um estudo recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o Instituto Mãe Crioula (IMC), revelou que todas as cidades do Acre registram a presença de f4cções. O levantamento mostra que, dos 22 municípios do estado, 18 são dominados pelo CV, seguido pelo PCC e pelo Bonde dos 13 A pesquisa, divulgada em novembro do ano passado, apontava que apenas dois municípios ainda resistiam à influência do crime organizado, mas o cenário pode mudar nos próximos meses.

