EUA oferecem colheita de soja à China mas país asiático dispensa oferta após comprar tudo de produtores do Brasil

**Exportadores apelam para Donald Trump. **

**Dilson Ornelas, Rio de Janeiro **

Pela primeira vez, produtores dos Estados Unidos iniciam a colheita de soja sem nenhuma venda para a China, maior comprador global do grão, enquanto o Brasil parece estar ganhando espaço nesse mercado. A guerra comercial liderada por Donald Trump resultou em um silêncio total dos chineses, com o Departamento de Agricultura dos EUA indicando que não há contratos de compra para a safra 2025/26, que começa em setembro.

Em anos anteriores sem conflitos comerciais, a China garantia volumes expressivos: 3,9 milhões de toneladas em 2024, 6,3 milhões em 2023, e 11,4 milhões em 2022. A Associação Americana da Soja (ASA) destaca que, em períodos sem disputas, os chineses encomendavam cerca de 14% de suas compras de soja dos EUA nesta época, um cenário completamente revertido agora.

A ausência de pedidos chineses gera pânico entre os sojicultores americanos, com uma queda de 100% nos contratos para a safra 2025/26. Esse vazio reflete o impacto da guerra comercial, que compromete a competitividade dos EUA no mercado global.

O Brasil, maior exportador mundial de soja, pode estar preenchendo a lacuna deixada pelos EUA. Com a China buscando alternativas, os brasileiros têm intensificado suas exportações, aproveitando a disputa comercial para consolidar sua posição como principal fornecedor do grão ao mercado chinês, o que representa uma ameaça significativa aos produtores americanos.

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