**CPMI começa a funcionar e terá 180 dias para apontar os crimes e os criminosos nas fraudes contra aposentados brasileiros**
**Tião Maia, O Aquiri **
Os três últimos ministros da Previdência Social dos governos Dilma Rousseff, Jair Bolsonaro e do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de pelo menos dez ex-presidentes do INSS (Instituo Nacional de Seguridade Social), devem ser convocados a deporem, sob convocação, na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), que apura os descontos ilegais e outras fraudes em relação aos pagamentos dos aposentados. A CPMI se reuniu pela primeira vez nesta segunda-feira (25/8) para organizar o plano de trabalho da relatoria. O colegiado também deve votar 35 requerimentos e pode escolher o vice-presidente que ainda está em aberto.
O relator quer convocar os ex-ministros da Previdência Social: Eduardo Gabas, do governo Dilma Rousseff; José Carlos Oliveira, do governo Bolsonaro, e Carlos Roberto Lupi, do atual governo Lula. Dez dos ex-presidentes do INSS também podem ser convocados.
Também pode ser convocado o advogado Eli Cohen – um dos principais responsáveis pela descoberta dos descontos indevidos.
A CPMI terá 180 dias para investigar as fraudes. O pedido de criação da CPMI foi apresentado em 12 de maio pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT).
A comissão foi criada em junho: O requerimento teve o apoio de 223 deputados e 36 senadores — número superior ao mínimo exigido (um terço da composição de cada Casa). A comissão mista é formada por 15 senadores e 15 deputados

