Continua o julgamento do policial penal assassino do jovem Wesley no Tribunal do Júri Popular

**Advogados do acusado alegaram que o crime foi cometido em legítima defesa, após agressão por parte da vítima; Acusação rebateu dizendo que o assassino saiu de casa mal intencionado e destinado a matar; expectativa é que sentença saia ainda hoje e que Raimundo Nonato pegue uma pena pesada, de até 40 anos**

**Tião Maia, O Aquiri**

O julgamento do policial penal Raimundo Nonato Veloso da Silva Neto pelo assassinato do jovem Wesley Santos da Silva, em agosto de 2023, no último dia de Expoacre, em Rio Branco, iniciado na ontem , continua em andamento nesta quinta-feira (18/9), na 1ª Vara do Tribunal do Júri Popular, no Fórum Criminal da Cidade da Justiça. No primeiro dia, foram ouvidas as testemunhas de defesa e de acusação do caso, em torno de 23 pessoas. Nesta quinta, o julgamento prossegue com debates entre a defesa e a acusação, patrocinada pelo Ministério Público do Acre (MPAC), tendo, na assistência de acusação, advogada Gicielle Rodrigues, contratada pela família de Wesley Santos da Silva.

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**Advogada Gicielle Rodrigues afirma: o assassino saiu de casa para matar**

A acusação defendeu a condenação a pena máxima para Raimundo Nonato por causa dos agravantes de o crime ter sido cometido com torpeza e sem a menor chance de defesa da vítima. Além do assassinato, Raimundo Nonato está sendo julgado também por tentativa de homicídio contra a namorada de Weslei, de nome Rita. A defesa do policial penal disse que o acusado agiu em legítima defesa e a acusação reagiu.

“Não foi legítima defesa. Foi assassinato. O assassino saiu de casa para matar”, disse a advogada Gicielle Rodrigues. “ Ele saiu de casa mal intencionado, passou o dia pela cidade bebendo, farreando, aprontando, e à noite, de forma vil, por motivo torpe, atentou contra a vida de Wesley Santos e contra a Rita”, acrescentou.

Baseada no inquérito, a advogada disse que o crime ocorreu depois de a namorada de Wesley reclamar dos assédios que vinha sofrendo dentro do bar onde o grupo se encontrava e o policial penal chegou ao local, já embriagado. “Esse passava as mãos nas nádegas dela”, disse a advogada. “Depois que a Rita reagiu, por conta dos assédios que ele estava praticando, passando a mão nas nádegas dela, assediando de todas as formas, veio toda a trajetória que culminou, infelizmente, na morte do Wesley Santos”, acrescentou.

Para a advogada, tanto a família de Wesley quanto de Rita tiveram a imagem atingida após o crime. “ Essas famílias tiveram a imagem maculada na mídia de diversas formas, sendo atacados pela família do acusado. Esperamos que hoje ele seja condenado e que o resultado desse tribunal do júri seja uma resposta para a sociedade, para que policiais penais tenham responsabilidade com a conduta deles de andar armados. Uma condenação terá caráter pedagógico”, acrescentou.

A defesa da família acredita que a pena pode chegar a 40 anos, mais o pagamento de multas. “Esperamos uma pena de até 40 anos de condenação, caso ele seja condenado. Até agora, todos os depoimentos convergem para o que a vítima Rita disse e para toda a situação que aconteceu com Wesley. Ele, em momento nenhum, agrediu Raimundo Nonato. Então, não há que se falar em legítima defesa”, afirmou a advogada.

A sentença do caso deve sair ainda nesta quinta-feira.

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