**Tião Maia, O Aquiri**
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em Bogotá, na Colômbia, nesta sexta-feira (22/8) para debater om chefes de Estado d países que integram a Amazônia internacional, entre os quais a Venezuela de Nicolas Maduro, cuja cabeça foi colocada a prêmio pelo governo dos Estados Unidos, no valor de US$ 50 milhões, pela acusação de chefiar o narcotráfico internacional de drogas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já autorizou o deslocamento de navios de guerra americanos para a costa da Venezuela e isso estará na pauta da V Cúpula de Presidentes dos Estados Partes do Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), que acontecerá, nesta sexta-feira, em Bogotá, na Colômbia, coma participação do presidente brasileiro.
A proposta a ser levada pelo Brasil é que, na declaração final, os líderes reforcem que o combate aos ilícitos, como tráfico de drogas, armas, garimpo ilegal, entre outros, tem que ser feito pelas nações da região. Os Estados Unidos afirmam que querem combater o narcotráfico na América Latina e chamam o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de “chefe de cartel”. Quando os EUA anunciaram uma recompensa de US$ 50 milhões para a prisão de Maduro, o governo venezuelano afirmou que convocaria milhões de milicianos dispostos a defender o regime.
A conferência mundial sobre o clima, COP30, a ser realizada em Belém (PA), no próximo mês de novembro, é o tema central da cúpula na capital colombiana. Mas os movimentos militares americanos devem ser discutidos por meio de troca de impressões, sem uma declaração específica sobre o assunto, que vem sendo tratado com cautela por Brasília.
A expectativa é que, à margem do evento, Lula tenha uma reunião bilateral com Gustavo Petro, presidente da Colômbia.
A Casa Branca enviou três destróieres — todos capazes de levar mísseis, para a América Latina, com mais de 4 mil homem a bordo, conforme a imprensa americana. Integrantes do governo brasileiro afirmam ser importante que os países da região chamem para si a tarefa de combater os cartéis.
Interlocutores do governo Lula acompanham a movimentação e não descartam a possibilidade de uma intervenção direta dos EUA na Venezuela. Afirmam, ainda, que o aumento do fluxo migratório de venezuelanos para o Brasil e a possibilidade de as embarcações entrarem no espaço marítimo brasileiro também são preocupantes.

