Advogado envolvido na morte de Juliana Marçal Chaar ganha liberdade do Tribunal de Justiça com anuência do MPAC

**Keldheky Maia da Silva vai ficar em liberdade com uso da tornozeleira eletrônica; O outro envolvido na morte, Diego Passos, permanece preso**

**Tião Maia, O Aquiri**

O advogado como envolvido na confusão que resultou na morte da assessora jurídica do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), Juliana Marçal Chaar, em junho deste ano, na saída da casa noturna “DiButeco”, no Bairro Izaura Parente, Keldheky Maia da Silva, ganhou liberdade. Ele havia sido preso no dia sete de agosto, quase dois meses após a morte da vítima. O advogado teve o relaxamento de prisão por determinação dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) ao atenderem a um pedido de Habeas Corpus da advogada de defesa no processo, Paula Belmino.

A defesa argumentou à justiça que não foram apresentados elementos que justificassem a prisão. O desembargador Francisco Djalma, relator do caso, se manifestou favorável ao pedido de liberdade, e foi acompanhado pelos desembargadores Samuel Evangelista e Denise Bomfim. O Ministério Público do Acre (MPAC), através do procurado Sammy Barbosa, também se manifestou favorável à liberdade, mas recomendou medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno – recomendações que foram acatadas pelos magistrados. O procurador também questionou as razões que levariam um advogado a andar armado com uma pistola sem registro e sem autorização. “É até difícil de acreditar um advogado tenha esse tipo de procedimento”, disse Barbosa.

A desembargadora Denise Bomfim, integrante da Câmara Crikinal, recomendou que a OAB (Ordem dos Advogados), seção Acre, a qual o advogado é vinculado suspenda o profissional – “pelo menos durante às investigações”. Para a magistrada, pelas circunstâncias, o advogado não tem condições de ser defensor de quem quer que seja.

Em publiação em rede social após ser solto, o advogado destacou a competência de sua defensora, a advogada Paula Belmino. “Quero agradecer imensamente essa minha amiga e advogada de excelência! Obrigado por todo o teu esforço e competência para com minha causa”, escreveu. Belmino aparece ao lado de Keldheky em frente ao Batalhão de Operações Especiais, onde ele estava preso.

O outro envolvido no crime, conhecido como “agroboy Diego Passos”, que dirigia a pick-up de luxo com a qual atropelou e matou a advogada Juiana Chaar no momento em que ela abraçava e tentar tirar Keldheky do epicentro da confusão, quando ele dava tiros em direção do carro, continua preso, apesar dos insistentes pedidos da defesa à Justiça pelo advogado Wellington Silva. Ele também ingressou com pedido de Habeas Cirpus para Diego Passos, alegando que decisão que manteve seu cliente preso apresenta diversas falhas jurídicas.

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