Foi sepultado nesta segunda-feira (6/7) no Cemitério São João Batista, em Rio Branco (AC), o advogado Ariosto Pires Miguéis, ex-deputado estadual no período de 1986 a 1990 e ex-candidato a prefeito do MDB à Prefeitura da Capital, em 1988. Ele faleceu no domingo (5;7), aos 90 anos de idade.
Nascido em Rio Branco, em 27 de agosto de 1935, Ariosto Pires iniciou a atuação política antes mesmo da vida adulta, com apenas 15 anos. Descendente de portugueses, o acreano Ariosto Pires Miguéis viveu no Rio de Janeiro e em Portugal, mas nunca perdeu contato com suas raízes.
Nos anos 60, misturava as atividades de comerciante com a militância política no PTB, quando participou dos articulações que transformariam o território do Acre à condição de Estado e assim também participou do movimento que levaria à eleição do governador José Augusto de Araújo, de quem foi assessor.
Com a cassação do governador, durante a ditadura militar, em 1964, no mesmo ano começaram as perseguições aos aliados do antigo governador e Ariosto Pires Miguéís foi exilado na Bolívia, após conseguir fugir ao cerco da polícia do Exército. Mas, ainda assim foi preso e teria sido espancado no quartel do Exército, em Rio Branco.
Em 1979, com a anistia, recuperou seus direitos políticos e filiou-se ao MDB, voltando à antiga militância política. Em 1982, participou ativamente das articulações que levariam às eleições de Nabor Júnior ao Goverbo do Acre e de Mário Maia ao Senado da República. Participou também das articulações que fizeram de Flaviano Melo sucessor de Nabor Júnior no governo do Acre como candidato a deputado estadual, elegendo-se em 1986. Em 1988, foi o candidato oficial do MDB à Prefeitura de Rio Branco mas perdeu a eleição para Jorge Kalume, do PDs.
