Justiça decreta prisão preventiva de Francisco Valadares Neto pelo assassinato da médica Elyne Assis

Advogado permanecerá preso mesmo internado no Preonto Socorro do Hospital de Base de Rio Branco; Polícia ainda procura o executor do crime

O advogado Francisco Valadares Neto seguirá preso no Hospital no qual está internado no Pronmto Socorro do Hospital de Base de Rio Branco (Huerb),  desde a tarde de terça-feira (3/11), sob custófias policial, após ter sua prisão preventiva decretada pela Justiça. O advogado é o principal suspeito de ser o mandante do assassinato da médica Elyne de Assis, na madrugada de ontem, em Brasiléia. A informação da decretação da prisão do advogado foi dada pelo deçegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin, nesta quarta-feira (4/11. “A ordem já foi expedida e está sendo dado o cumprimento a essa ordem judicial”, afirmou.

 

Namoro de Elyne Assis com Francisco Valadares Neto acabou em femincídio

De acordo com o delegado, equipes policiais em Brasiléia ainda buscam a captura do atirador, que já foi identificado mas ainda não foi localizado. “Ainda está havendo diligência para a confirmação da autoria, da execução. E a gente não pode tecer grandes detalhes nesse momento”, declarou.

O delegado classificou o assassinato como um crime cruel e bárbaro, mas ressaltou que não poderia antecipar informações que possam comprometer o andamento das investigações.

Monitoramento e medida protetiva – Durante uma entrevista coletiva na sede da Polícia Civil nesta manhã de quarta-feira, autoridades estaduais também apresentaram informações sobre o acompanhamento que Elynе recebia antes do assassinato. O secretário de Estado de Segurança Pública, José Américo Gaia, afirmou que a vítima era acompanhada pela rede de proteção e que dois relatórios sobre o descumprimento de medidas protetivas foram elaborados e encaminhados ao Ministério Público.

O primeiro documento foi produzido em 1º de setembro. O segundo, em 21 de outubro, também comunicava que o suspeito havia descumprido determinações judiciais.

“Fizemos um relatório no dia 1º de setembro, dando conta do descumprimento das medidas protetivas. Fizemos um outro relatório, também informando ao Ministério Público, no dia 21 de outubro, para que […] novamente, o agressor tinha quebrado as determinações judiciais”, explicou Gaia.

O presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Leandro Rocha, também esclareceu que o monitoramento eletrônico identificou uma aproximação do suspeito em relação à vítima.

Segundo ele, a central de monitoramento entrou em contato com o investigado após identificar que ele havia passado por uma área próxima à mulher, em distância inferior à recomendada pela medida protetiva.

O suspeito foi orientado a deixar o local e, conforme o relato apresentado, atendeu à determinação.

Rocha ressaltou que o monitoramento eletrônico permite acompanhar os deslocamentos do agressor, mas que a presença de uma terceira pessoa na execução do crime representou uma circunstância que não poderia ser antecipada pelo sistema.

Governo prepara plano contra feminicídios – Após o caso de Brasileia, o governo do Acre também anunciou a elaboração de um plano estadual integrado de enfrentamento ao feminicídio.

De acordo com José Américo Gaia, a proposta prevê a participação de aproximadamente 22 instituições, com o objetivo de fortalecer a rede de proteção e ampliar a atuação conjunta dos órgãos.

“A governadora foi bem taxativa, ela quer tratar do feminicídio zero. […] Sob a orientação dela, a gente vai estar finalizando esse plano que ela vai estar apresentando para a sociedade a posteriori”, afirmou o secretário.

A comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marta Renata, também declarou que a corporação abriu um levantamento sobre o caso e destacou que a vítima já possuía medida protetiva e recebia acompanhamento.

 

 

 

Notícias relacionadas :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS