Mara Rê, candidata a deputada estadual pelo MDB, quer ser a voz das mulheres na Assembleia Legislativa

Candidata participa de reunião com Mailza e Jessica Sales  e defende luta por uma vitória já no primeiro turno da eleição

 

Advogada e comerciante, mãe de família e viúva do empresário Etione Mesquita, falecido em 2024, Mara Rejane Taumaturgo Sena, natural de Feijó, aos 47 anos de idade, acostumada aos mais diferentes desafios que a vida lhe apresentou, acaba de aceitar mais um: o de ser candidata a deputada estadual pelo MDB. Sob o nome Mara Rê, como é conhecida entre seus amigos e familiares, sob o número 15.000, ela quer ser uma deputada que pautará suas atividades políticas no parlamento no protagonismo feminino sem a exclusão dos homens parceiros e de todos os grupos de gêneros que compreendam e necessitem da voz de uma mulher forte no parlamento na defesa de suas causas.

Mulheres candidata pelosm Mulheres candidatas pela coligação que apoia Mailza Assis foram reunidas na sede do PL e falam em luta pela vitória já no primeiro turno

Maioria do eleitorado é composto de mulheres – Mara Rê decidiu ser candidata sobretudo ao tomar conhecimento de que, apesar de representarem 53% do eleitorado, as mulheres brasileiras ocupam apenas 19% das cadeiras na Câmara e 20% no Senado Federal.  Estudos junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) revelam que as mulheres representam aproximadamente 47% dos filiados e filiadas aos partidos políticos, “o que demonstra que o problema não é falta de interesse, mas de condições reais de participação”. Além disso, na perspectiva da candidata, a representação feminina nos espaços de poder político permanece drasticamente baixa, como mostra a própria composição da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). De 24 deputados estaduais, apenas duas (Maria Antônia, do PP, e Antônia Sales, do MDB), são mulheres, o que representa, uma injusta desproporcionalidade em relação ao sexo masculino. A Aleac segue a tendência nacional: as mulheres ocupam apenas os 19% das cadeiras na Câmara dos Deputados e 20% no Senado Federal e a causa disso, segundo Mara Rê, “é o machismo cultural que, além de divisão sexual do trabalho de forma injusta, sobrecarrega as mulheres e reduz o tempo e a energia disponíveis para a atuação política”. Segundo ela, “toda mulher tem no mínimo três jornadas de trabalho durante o dia e entra pela noite. Se ela trabalhar fora, essa jornada muitas vezes chega a quatro jornadas, que é dar conta da atividade laboral, cuidar dos filhos e da própria casa. Se esta mulher tem tudo isso pela frente, qual o tempo que ela tem para a militância político partidária?”, questiona Mara, ao lembrar que “muito do sucesso dos homens na política se deve ao fato de que eles têm mulheres para cuidar de suas respectivas famílias e de suas responsabilidades”.

Partidos não apóiam o protagonismo feminino – Para ela, quase sempre dirigidos por quadros do sexo masculino, os próprios partidos, sejam de esquerda, de direita ou mesmo de centro, deixam de oferecer suporte às mulheres para que elas também tenham protagonismo na vida organica partidária e política. “O MDB é uma exceção nisso”, diz, ao se referir à Fundação Ulysses Guimarães, o suporte político e ideológico do partido na formação de sua militância.

A candidata também lembrou a violência política como fator determinante: mulheres são alvo de perseguições durante campanhas e após assumirem mandatos, o que afeta gravemente sua saúde mental e as afasta da vida pública. “Isso, graças a Deus, nunca me atingiu, mas todos os pleitos eleitorais ou mesmo na própria atividade, estão cheio desses exemplos”, diz Mara, que já foi candidata a vereadora em 2020.

Por isso, nesta campanha de 2026, Mara Rê está muito à vontade para pedir votos em sua caminhada à Assembleia Legislativa porque é apoiada e por uma que tem a governadora Mailza Assis e a vice Jessica Sales – duas mulheres que, pela primeira na história política do Acre, um caso inédito no Brasil, formam uma chapa disputando o Governo do Estado. “É certo que o Acre já está na história por ter sido o primeiro estado brasileiro a ser governado por uma por uma mulher, o caso da querida Iolanda Fleming, do meu Partido, no período de 1986 a 1987. Mas agora, pela primeira vez, teremos a oportunidade de elegermos, de uma só vez, uma governadora e sua vice para no mínimo oito anos de absoluto protagonismo feminino à frente do Governo do Acre. E quero participar disso como linha auxiliar dessas duas grandes mulheres na Assembleia Legislativa”, disse.

Apoio a Mailza e Jessica Sales – Mara Rê entende que duas mulheres disputando o Governo do Acre vai além do efeito simbólico e impacto nas políticas públicas; “É a oportunidade que teremos para darmos um basta nos altos índices de violência contra a mulher e nos crimes de feminicídios, que tanto nos envergonham como acreanos. É também a oportunidade de criamos políticas inclusivas com as mulhers assumindo postos chaves como empreendedoras, no comércio, na produção e em tudo o que for de interesse da sociedade. Quero participar de um grande movimento nesta área, também com o apoio dos homens, da nossa juventude e das pessoas que lutam por espaços através da política de gênero”, disse.

Nesta quinta-feira (20/8), Mara Rê participou de uma reunião com a governadora Mailza Assis e sua vice Jéssica Sales, na sede do PL, com todas candidatas da coligação União Progressista e do MDB. “Foi um encontro fantástico, que nos encheu de alegria e disposição para lutarmos nas ruas e em todos os lugares possíveis na defesa de Mail.za Assis e Jéssica Sales para termos uma vitória já no primeiro turno”, disse a candidata.

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