Homem que assassinou a esposa com tábua de cortar carne será ouvido nesta quinta-feira em audiência de custódia

**Crime de feminicídio foi um dos mais violentos já registrados no Acre, estado onde este tipo de crime continua com altos índices**

**Tião Maia, O Aquiri **

Nesta quinta-feira (28/8), o homem que matou com golpes de uma tábua de cortar carne a própria esposa Ivanilde Souza da Silva, de 42 anos, na noite de terça-feira (26), dentro da própria casa. na Travessa do Chicão, bairro Belo Jardim I, Segundo Distrito de Rio Branco, vai passar por audiência de custodia na 1ª Vara do Tribunal do Júri Popular da Comarca de Rio Branco. A mulher completaria 44 anos de idade nesta quinta-feira. Ela deixa três filhos, o mais novo, de cinco anos, portador do espectro autista, que dependia exclusivamente da mãe.

O acusado pelo crime, Gerbeson do Nascimento Soares, de 26 anos, foi preso nesta quarta (27/8) ao se apresentar na Delegacia de Proteção à Mulher (Dean). Ele se apresentou à Polícia porque estava sendo procurado por membros de facções criminosas do Bairro Belo Jardim, onde ocorreu o crime, para submetê-lo ao tribunal do crime, onde seria certamente condenado à morte.

De acordo com a Polícia Militar do Acre (PM-AC), uma testemunha chamou a polícia e disse que após ouvir uma intensa discussão, por volta de 18h30, viu Gerbeson sair correndo da casa. Quase correndo. Após ver o homem saindo, entrou na casa e encontrou a vítima caída na cama, com intenso sangramento e na cabeça. A tábua de cortar carne estava ao lado, suja de sangue. Após ver a cena, a testemunhou acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a PM.

Ivanilde era funcionária da empresa JWC Multisserviços desde 2022 e trabalhava na Companhia de Armazéns Gerais e Entrepostos do Acre (Cageacre). O órgão publicou uma nota de pesar lamentando a morte da mulher.

Em protesto, os funcionários da Cageacre fizeram um protesto pela morte de Ivanilde.
O governo do Acre também divulgou uma nota de repúdio contra o feminicídio que vitimou a colaboradora terceirizada. “Este ato brutal e inaceitável constitui uma grave violação aos direitos humanos e à dignidade da mulher”, diz a nota do governo do Acre.

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