Exportações sobem 3,4% mesmo com Tarifaço do Governo dos Estados Unidos

**Dados mostram que bom desempenho deveu-se às boas relações com potências asiáticas **

**Dilson Ornelas, Rio de Janeiro **

As exportações totais do Brasil demonstraram notável resiliência em agosto, alcançando um crescimento de 3,9% apesar das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A diversificação de mercados de destino se mostrou a estratégia chave para amortecer o impacto do “tarifaço” americano, que derrubou as vendas para o país em 18,5%. Segundo dados recentes divulgados, o desempenho positivo foi impulsionado por um aumento robusto nas exportações para potências asiáticas e parceiros regionais.

​O aumento nas vendas para a China, a Argentina e o México foi crucial para compensar a queda no mercado norte-americano. A China, em particular, continua sendo o principal destino dos produtos brasileiros, com a demanda por commodities agrícolas e minerais se mantendo em alta. Esse cenário reforça a importância das parcerias comerciais existentes e a necessidade contínua de explorar novos acordos, especialmente com economias emergentes que buscam fortalecer suas cadeias de suprimentos.

​Apesar da performance geral positiva, a forte dependência de alguns mercados e a volatilidade das relações comerciais com os EUA continuam a ser um ponto de atenção para os exportadores brasileiros. O resultado de agosto serve como um lembrete da importância de não colocar todos os ovos na mesma cesta. Especialistas em comércio exterior apontam que o governo e o setor privado precisam trabalhar em conjunto para abrir ainda mais mercados, fortalecer a competitividade de produtos manufaturados e reduzir a exposição a choques externos como as barreiras tarifárias.

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