Superintendente municipal de transporte volta a ser acusado de assédio contra funcionárias da autarquia

**“Assédio moral é crime e quem usa o cargo para humilhar e perseguir trabalhador precisa ser exposto e punido”, declarou ex- servidora sobre Clendes Vilas Boas **

**Tião Maia, o Aquiri**

O chefe da Superintendência de Transportes da Prefeitura Municipal de Rio Branco, Clendes Vilas Boas, voltou a ser acusado de assédio com servidores da instituição. Desta vez, a acusação partiu da influenciadora digital Marília Rodrigues, que conta com quase 40 mil seguidores no Instagram.

Em vídeo, ela confirma que foi vítima de assédio moral durante o período em que trabalhou no RBTrans, autarquia municipal responsável pelo trânsito de Rio Branco. A declaração veio após ela assistir a um vídeo do vereador Eber Machado, que denunciou supostas práticas de perseguição dentro da autarquia Segundo Marília, as situações relatadas pelo parlamentar correspondem a experiências que ela viveu “na pele”.

No vídeo, a ex-servidora acusou Clendes Vilas Boas de perseguição, humilhação e tentativa de demissão. “Ele me perseguiu, tentou me demitir várias vezes, mas sempre tinha alguém que me defendia. Como não conseguiu, começou a me prejudicar de outras formas: diminuiu meu salário sem justificativa, tirou minha mesa, meu computador e me sobrecarregou com trabalhos inúteis para que eu desistisse”, afirmou.

A blogueira relatou que a pressão e as humilhações levaram-na a pedir demissão, fato que descreveu como “um dos dias mais felizes da minha vida”. Ela também afirmou possuir registros e mensagens que comprovariam suas alegações, além de depoimentos de outros funcionários que, segundo ela, sofrem situações semelhantes, mas têm medo de se manifestar por receio de perder o emprego.

Marília ainda acusou o superintendente de usar a estrutura do RBTrans para fins pessoais, como a venda e entrega de perfumes utilizando o carro oficial da autarquia. A ex-servidora relatou que o período de perseguição resultou em crises de ansiedade e depressão, e disse que só agora se sente segura para falar publicamente por não ter mais vínculo com a Prefeitura. “Assédio moral é crime e quem usa o cargo para humilhar e perseguir trabalhador precisa ser exposto e punido”, declarou.

Procurado, Clendes Vilas Boas não se manifestou sobre o assunto.

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