Foi ao Baile Funk mas voltou morta pra casa

**Jovem foi morta após recusar assédio de traficante no Rio: caso gera revolta e clamor por justiça.**

**Dilson Ornelas **

Sther Barroso Santos, de 22 anos, foi brutalmente assassinada na madrugada após participar de um baile funk na comunidade da Coreia, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um vídeo feito no evento mostra a jovem momentos antes do crime, dançando e aproveitando a noite, sem imaginar o desfecho trágico que a aguardava.

Segundo familiares, Sther foi torturada e teve seu corpo abandonado na porta de casa, em um ato que chocou a cidade e reacendeu o debate sobre a violência contra mulheres e o poder do tráfico em comunidades cariocas.

De acordo com testemunhas, o crime ocorreu após Sther recusar o assédio de Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel, identificado como chefe do tráfico ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP) na região do Muquiço, em Guadalupe. A recusa da jovem teria desencadeado a violenta retaliação.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios da Capital, já iniciou as investigações para apurar a autoria e a motivação do crime. Até o momento, Bruno Loureiro segue foragido, e a polícia realiza diligências para localizá-lo. Perícias no local do crime e no corpo da vítima estão em andamento, e imagens de câmeras de segurança da região estão sendo analisadas para reconstruir os acontecimentos.

Nas redes sociais, a morte de Sther gerou uma onda de comoção e indignação. Amigos e familiares usaram plataformas como o X para prestar homenagens e cobrar justiça, destacando a personalidade sonhadora e determinada da jovem. Sther estava se preparando para concursos públicos, com planos de construir uma carreira estável e realizar seus sonhos.

“Ela era luz, cheia de vida e planos. Não merecia isso. Queremos justiça!”, escreveu uma amiga em um post que viralizou. Outros usuários compartilharam mensagens de repúdio à violência e ao machismo, apontando a necessidade de ações efetivas contra o domínio de facções criminosas em comunidades.

O caso também reacendeu discussões sobre a segurança nas comunidades cariocas e a vulnerabilidade das mulheres diante da violência. Organizações de direitos humanos e coletivos feministas, como o Movimento de Mulheres do Rio, manifestaram-se exigindo medidas urgentes para combater a impunidade e proteger a população de áreas dominadas pelo tráfico.

“A morte de Sther é mais um reflexo da combinação perversa entre machismo e violência armada. Não podemos aceitar que isso continue”, declarou uma representante do movimento em entrevista à imprensa.

O enterro de Sther está marcado para esta quarta-feira (20), no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, e deve reunir familiares, amigos e moradores da região em uma despedida marcada por dor e revolta.

A Polícia Militar reforça o policiamento na área para evitar conflitos. Enquanto isso, a sociedade carioca segue acompanhando o caso, à espera de respostas e punição aos responsáveis.

A morte de Sther Barroso Santos não é apenas uma tragédia isolada, mas um alerta para a necessidade de enfrentamento da violência estrutural que assola o Rio de Janeiro. A jovem, que buscava um futuro melhor, tornou-se símbolo de uma luta que não pode ser silenciada. A hashtag #JustiçaPorSther ganhou força nas redes, com milhares de postagens exigindo que o caso não caia no esquecimento. A investigação segue em curso, e a pressão popular por justiça continua crescendo.

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