**O primeiro lugar em desmatamento ficou com o Amazonas, na região sul, que fica na divisa com o Acre **
**Tião Maia, O Aquiri**
Com 6% de sua área desmatada, o Acre está em terceiro lugar no ranking regional do desmatamento no mês de junho de 2025, segundo o Imzon – o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, uma organização brasileira que se dedica à pesquisa e promoção do desenvolvimento sustentável na Amazônia. De acordo com a organização, o Amazonas foi o o Estado que mais desmatou a Amazônia em junho deste ano,. O levantamento, com dados obtidos pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), aponta que o estado lidera o ranking com 28% de área desmatada.
O monitoramento indicou que o Amazonas teve 48 quilômetros quadrados da Amazônia desmatados. O município que mais teve registro de desmatamento foi Apuí, no sul do Estado com 32 quilômetros quadrados de floresta desmatada. Outras três cidades do Amazonas compõe o ranking que indica que os 10 municípios com as maiores áreas desflorestadas.
** São eles:**
Apuí: 24 km² (1º lugar)
Lábrea: 14 km² (3º lugar)
Manicoré: 10 km² (7º lugar)
“Os números elevados indicam que a vegetação nativa segue sendo destruída em ritmo preocupante e reforçam a necessidade de intensificar essas medidas (de preservação)” afirmou Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.
Segundo o levantamento, mesmo colocando o Estado na primeira colocação entre os estados que mais desmataram em junho, o número representa uma queda de 18% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Apesar da redução registrada no período, a devastação acumulada no chamado “calendário do desmatamento”, que vai de agosto de 2024 a julho de 2025, apresentou alta de 11% em comparação ao ciclo anterior.
O desmatamento detectado em junho de 2025 também ocorreu em outros estado do Norte e do Centro-Oeste:
Mato Grosso (26%),
Pará (25%),
Acre (6%),
Maranhão (6%).
Rondônia (5%)
Tocantins (2%),
Roraima (2%),
Em junho de 2025, o SAD detectou 326 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal, uma redução de 18% em relação a junho de 2024, quando o desmatamento somou 398 quilômetros quadrados.
O Imazon aponta que a maioria (75%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos (19%), Unidades de Conservação (4%) e Terras Indígenas (2%).
Conforme o monitoramento, a degradação florestal também aumentou. Em junho deste ano foram detectados 207 quilômetros quadrados de degradação florestal, o que representa um aumento de 86% em relação a junho de 2024, quando a degradação detectada foi de 111 quilômetros quadrados.
Degradação florestal é a redução da qualidade da floresta, caracterizada pela perda de sua estrutura, funções e biodiversidade, sem que a floresta seja completamente removida. Ao contrário do desmatamento, onde a floresta é totalmente eliminada, na degradação a vegetação permanece, mas em um estado de deterioração.

