**Senador foi eleito pelo MDB e, em menos de quatro anos, passou pelo extinto PSL e depois pelo União Brasil; esta é a sua 10ª filiação em partidos distintos em uma carreira política iniciada em 1994, quando obteve o primeiro mandato de deputado estadual pelo MDB**
**Tião Maia, O Aquiri**
O senador bolsonarista Marcio Bittar, eleito em 2018 pelo MDB, passou pelo PSL e União Brasil e, nesta sexta-feira (22/8), numa grande festa da qual participaram parlamentares e outros representantes da direita nacional, como o próprio presidente do PL Valdemar da Costa Neto, se filiou à sigla de Jair Bolsonaro e chegou a um nível de bolsonarismo em grau só comparável ao bolsonarismo da ex-primeira dama Michele, ao dos filhos do ex-presidente ou do agora encrencado pastor Silas Malafaia. Mais que uma troca de sigla, Márcio Bittar patrocinou no Acre uma grande festa como o início de uma mobilização da direita no Acre, de olho nas eleições do ano que vem, quando será candidato à reeleição.
Foi literalmente uma festa com a presença de políticos conhecidos nacionalmente, todos parceiros ideológicos de Bittar e seguidores do bolsonarismo de alto grau, entre eles Valdemar da Costa Neto. Entre os convidados de honra estavam o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, e senadores como Marcos Rogério (RO), Eduardo Gomes (TO), Izalci Lucas (DF), Wellington Fagundes (MT), além dos deputados Bia Kicis (DF) e Sóstenes Cavalcante (RJ).
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou do evento à distância, via mensagens de celular. Ela enviou felicitações a Bittar, assim como o senador Flávio Bolsonaro. Já que o ex-presidente está em prisão domiciliar em Brasília, o que impediu sua vinda ao Acre, no local do evento, o auditório da faculdade Uninorte, no bairro Jardim Europa, em Rio Branco, foi colocado uma fotografia em tamanho real do ex-presidente Jair Bolsonaro, O totem serviu de cenário para fotos com apoiadores, simbolizando a forte ligação do PL acreano ao bolsonarismo.
Márcio Bittar destacou em seu discurso que sua prioridade em 2026 será buscar a reeleição ao Senado, reforçando o compromisso de defender Bolsonaro e os valores da direita no Congresso. Para ele, a vitória nacional da direita no próximo pleito pode abrir caminho para transformar a Amazônia em polo de desenvolvimento.
O prefeito Tião Bocalom classificou a chegada de Bittar como um reforço à legenda, destacando sua defesa da Amazônia. Já a deputada federal Bia Kicis afirmou que a filiação fortalece o PL e consolidará ainda mais a legenda como uma das principais forças políticas do país. “A direita tem chances reais de vencer em 2026, e quero ser parte dessa transformação que fará da Amazônia um motor de desenvolvimento para o Brasil”, disse o senador.
Com uma carreira política iniciada na adolescência, o atua seadr foilíder estudantil até a dolescência, quando chegou a militar no PCB (Partido Comunista Brasileiro). E 1984, chegou a fazer cursos sobre aprimoramento para a militância comunista internacional, em Moscou, na então Unição Soviética.
De volta ao Acre, ligou-se ao MDB, partido então no poder no Estado e no restante do país, pós a derrocada da Arena, que sustentava a ditadura militar.
Pelo MDB, dez anos depois, conquistaria seu primeiro mandato, o de deputado estadual. Deois, saiu do MDB e foi para o PSDB, por onde se elegeu deputado federal. Em seguida, foi para o PPS, pelo ul disputou o governo do Acre mas foi derrotado. Voltou ao MDB e, em 2018, elegeu-se pela sigla mas já não apoiou o candidato a presidente da sigla naquele ano, o banqueiro internacional Henrique Meireles. Seu candidato foi Jair Bolsonaro.
E, a partir daí, transferiu-se para o PSL e permaneceu no União Brasil quando a sigla que elegeu o presidente se fundiu com o também extinto PFL. Se aproximou tanto de Bolsonaro, que acabou indicado pelo Governo e seus apoiadores como relator do Orçamento Geral da União em 2021, cargo jamais exercido por um político do Acre em mais de em anos de história.
Assim, de emenda em emenda, o senador se tornou um bolsonarista cuja veneração ao ex-presidente se confunde com a de seus familiares e de apoiadores mais próximos, como é o caso de Valdemar da Costa Neto e do pastor Silas Malafaia. Agora, Márcio Bittar diz que vai percorrer o Acre defendendo que Bolsonaro esteja apto à disputar às eleições em 2026 e sua reeleição para, no Senado, junto com os demais bolsonaristas de peso que devem ser eleitos e reeleitos, manter a pauta bolsonarista que vai insistir no impeachiment do ministro Alexandre de Moraes e outros ministros do Supremo Tribunal Federal (SRF).

