Caso Isabela Nardoni: avô da criança assassinada pelo pai e a madrasta teria participado do crime

**Da Redação **

Dezessete anos depois, o assassinato de Isabela Nardoni, morta ao ser atirada do sexto andar do prédio na zona norte de São Paulo pelo própria pai Alexandre Nardoni e pela madrasta Anna Carolina Jatobá, pode ter reviravolta e colocar um personagem novo na cena do crime. O novo personagem seria o advogado Antônio Nrdoni, avô paterno da criança, que teria incentivado o casal a por fim à vida de Isabela após a menina ter sido esganada pela madrasta Anna Jatobá.
A investigação revelou que Isabella foi agredida por Anna Carolina Jatobá, que a esganou e a asfixiou. Alexandre, em seguida, teria cortado a rede de proteção e jogado a menina. Isabella morreu a caminho do hospital. O ato de jogar a menina pela janela do apartamento teria sido incentivado por Antônio Nardoni, que não estava no apartamento mas teria participado com o uso do telefone celular.
As novas informações surgiram de um relato de uma servidora pública, uma policial penal encarregada de monitorar Anna Jatobá na prisão e ouviu dela informações sobre a ação do sogro no episódio, O relato da policial penal chegou ao conhecimento da Associação do Orgulho dos LGBTQIAPN+, que enviou uma representação ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra Antônio Nardoni. Segundo a entidade, o avô teria agido de forma enfática no assassinato da criança. O crime causou comoção nacional.
“Segundo o relato da servidora pública, o referido indivíduo teria prestado auxílio consciente aos autores do crime, colaborando com a criação de álibi para acobertar os réus”, diz um trecho do documento, em relação a Antonio Nardoni.
Além disso, ainda segundo a denúncia, Antônio Nardoni teria atuado, “de forma efetiva ou instigadora, na execução da vítima, que à época ainda se encontrava com sinais vitais quando foi arremessada da janela”. De acordo com o documento, o pai de Alexandre Nardoni não foi investigado pelo assassinato da neta na época do crime.
A petição da associação reforça, ainda, que a servidora em questão estaria com medo de fazer uma denúncia formal, devido a eventuais represálias. Assim, a entidade pede a “instauração ou reabertura” de inquérito policial para investigar uma possível participação de Antônio Nardoni na morte de Isabella, além de medidas para proteção à policial penal.
Agripino Magalhães Júnior, suplente de deputado estadual por São Paulo e presidente da Associação do Orgulho dos LGBTQIAPN+, afirmou que a justiça precisa ser feita e repudiou que tanto Alexandre Nardoni como Anna Carolina Jatobá cumpram a pena em regime aberto. “É revoltante ver Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá circulando livremente entre nós, como se nada tivessem feito. Esse casal tirou a vida de uma criança de forma brutal, covarde e imperdoável. Não são pessoas comuns, são monstros que carregam nas mãos o sangue da própria filha e enteada”, disse.
Ele seguiu: “A sociedade não pode se calar diante dessa afronta: precisamos de proteção, precisamos de justiça real. Gente assim não merece conviver em meio à coletividade, porque o que representam é ameaça, dor e medo. Meu total repúdio a esse casal que jamais deveria ter o direito de caminhar entre nós como se fossem inocentes”.

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