**Natural de Sena Madureira, ele encantava plateias no Acre desde os anos de 1980; familiares e amigos não revelaram as causas da morte **
**Tião Maia, O Aquiri **
Conhecido por sua dedicação à música desde os tempos de meninice e adolescência em Sena Madureira e depois pela dedicação da extinta casa de danças “Saudosa Maloca”, da qual foi um de seus mais fiéis seresteiros, morreu em Rio Branco, nesta segunda-feira (15/9), o cantor e música Etinildo Lopes, aos 65 anos, Os amigos e familiares que anunciaram sua morte não revelaram as causas.
Etinildo Lopes era estimado por sua versatilidade e presença nos palcos. Encantava plateias acreanas desde os anos 80. Animava confraternizações, festas e eventos, com repertório que agregava clássicos da seresta, belas canções românticas e interpretações cheias de emoção. Além da Saudosa Maloca, trabalhou no salão de festas da Sborba — locais e momentos que simbolizam memória, festa e música em Rio Branco.
Também era considerado guardião de um legado artístico importante: o de Geraldo Leite e Auricélio Guedes, mestres da seresta acreana, cujas influências se refletiam no estilo de Etinildo — na entrega, no sentimento e no respeito ao público. Sua música não era apenas entretenimento, mas celebração da tradição, das histórias afetivas e da amizade compartilhada em noites seresteiras.
Até o momento, ainda não foram divulgadas informações oficiais sobre as circunstâncias da sua morte nem data de velório ou sepultamento. O legado de Etinildo Lopes, contudo, permanece vivo em cada canção, em cada memória de quem o ouviu ao vivo, nos momentos de festa sob luzes tênues, na simplicidade de uma seresta ao luar.

