Alegando problemas mentais, família de Marcus Alexandre desiste de processo contra Tião Maia no caso da “Máfia dos Consignados”

**No dia da audiência, quando ex-prefeito deveria depor como testemunha de seus familiares, advogado pede renúncia da queixa-crime e processo deve ser arquivado; Advogada do jornalista diz que foi feita Justiça no caso, que continua sob investigação no MPAC **

**Da Redação**

O irmão e o sobrinho do ex-prefeito Marcus Alexandre, Guilherme Alexandre e Guilherme Alexandre Júnior, renunciaram, nesta quarta-feira (27/8), à queixa crime formulada na 2ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco contra o jornalista Tião Maia, no âmbito do processo em que pai e filho foram acusados em reportagem escritas pelo repórter denunciando-os, além de outros familiares, como envolvidos na chamada “Máfia dos Consignados”, a qual consistiria na tomada de dinheiro através de empréstimos ilegais das vítimas. A audiência sobre o caso deveria ocorrer na data de hoje, mas, momentos antes do início, o advogado Andrias Abdo Wolter Sarkis, constituído pelos chamados querelantes (acusadores), enviou petição ao juizado anunciando que seus clientes, “com art. 49 e seguintes.

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**Advogada Ida Nunes : “foi feita Justiça em relação a meu cliente”**

do Código de Processo Penal”, requerendo “a extinção da punibilidade e o arquivamento do feito, nos termos legais”.

A causa, segundo o advogado, seria o “ estado emocional dos envolvidos”. A situação de saúde deles, diz a petição, “chegou a um nível de comprometimento tão elevado que, rememorar os fatos que tanto lhes atormentou, hoje, importa em episódios cada vez mais recorrentes de risco à saúde mental de todos, à exemplo do que pode se aferir a partir da leitura do laudo em anexo”. Por isso, “os Querelantes, atendendo a recomendações médicas e a um pedido da sua própria família, manifestaram a intenção de renunciar expressamente aos termos da Queixa-crime, nos termos da legislação supramencionada e, portanto, se requer a extinção da punibilidade e o arquivamento do feito, nos termos legais”, diz o documento enviado à Justiça.

Defendido pela advogada civilista Ida N unes, o jornalista Tião Maia já havia sido absolvido, no mesmo caso, no juizado especial de pequenas causas em processo cível. Na ação, a justiça considerou que o jornalista cumpriu apenas o seu dever de informar à opinião pública sobre as irregularidades e que, em momento algum, extrapolou a lei em relação à crimes de difamação, injúria e calúnia e desobrigou o profissional de imprensa de pagar indenização por danos morais à família do ex-prefeito Marcus Alexandre. Irresignados com a absolvição de Tião Maia no juizado cível, pai e filho foram à Justiça criminal e chegaram a incluir como testemunha deles o ex-prefeito Marcus Alexandre. Com o possível arquivamento do processo, Ida Nunes disse que, enfim, foi feita justiça em relação a seu cliente. Tião Maia não quis comentar a decisão da família que o acusava dde crimes de in júria, difamação e calúnia.

Diante do arrazoado de perguntas da advogada Ida Nunes, que poderiam comprometer Marcus Alexandre com ações sob suspeição de crimes principalmente do sobrinho Guilherme Júnior, o advogado da família Médice decidiu interpor o pedido de renúncia no caso.

Na audiência de hoje, deveria depor, como testemunha de Tião Maia, o contador Francisco Souza, uma das vítimas dos empréstimos irregulares, cuja residência foi dada como garantia de um empréstimo junto ao Banco Santander e que confirma que pai e filho o enganaram com base no artigo 171 do Código Penal, que tipifica o crime de estelionato mediante fraude. Diante das provas coletadas e dos argumentos da advogada Ida Nunes na defesa de seuc leinte, pai e fuklho acharam por bem desistir da causa.

O caso da “Máfia dos Consigandos”, no entanto, continua em operação pelo MPAC, em cuja ação consta como envolvida a esposa de Guilherme Alexandre Júnior, a advogada Rafaelle Médice, que era servidora da instituição e que acabou exonerada de cargo de confiança por causa do envolvimento de seu nome nas irregularidades denunciadas. O procurador chefe do MPAC, Danilo Lovisaro, que chegou a depor como testemunha de Tião Maia no processo cível, precisa dar respostas à sociedade sobre as investigações envolvendo os familiares de Marcus Alexandre e da ex-funcionária da instituição.

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