Johnes Lisboa, da área de promoção de eventos e envolvido em outros esquemas com elevadas quantias em dinheiro, está investigado entre outros empresários de Rondônia, Minas Gerais, Bahia, Paraíba e São Paulo
**Tião Maia, O Aquiri**
O Acre está incluído entre os seis estados que estão, desde o início da manhã desta segunda-feira (15/9), sob operação da Polícia Federal no cumprimento de nove mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão. Os alvos das operações foram localizados em Rio Branco/AC, Porto Velho/RO, Ubá/MG, Camaçari/BA, Ilhéus/BA, Salvador/BA, Cabedelo/PB e São Paulo/SP, com pessoas e organizações acusadas de lavagem de dinheiro. Um dos alvos no Acre é o empresário Johnes Lisboa, um promotor de eventos com outras passagens pela polícia sempre envolvendo dinheiro, em elevadas quantias. Na véspera da eleição municipal de 2024, o empresário chegou a ser preso ao sair de uma agência da Caixa Econômica Federal, no bairro do Bosque, em Rio Branco, com pelo menos R$ 700 mil em espécie, cuja suspeita da Polícia Federal era que os recursos seriam utilizados para a compra de votos a fim de beneficiar algum candidato; o caso ainda encontra-se em apuração pela PF.
Lisboa é dono da Boate Vitrine, antiga Moon Club, que foi vasculhada pelos federais, cujo estabelecimento comercial a Justiça Federal mandou lacrar. A Operação Inceptio tem apoio da Receita Federal para desarticular uma organização criminosa envolvida com o tráfico interestadual de drogas e a lavagem de dinheiro, informou a assessoria da PF. Outros nomes não foram revelados, mas alguns endereços luxuosos também sofreram buscas na capital acreana.
A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 130 milhões em contas e o sequestro de bens avaliados em R$ 10 milhões. A investigação identificou que a organização, com atuação em seis estados brasileiros, enviava grandes quantidades de droga do Acre para o Nordeste e Sudeste. O esquema utilizava o sistema financeiro e criptoativos para movimentar os valores por meio de pessoas e empresas interpostas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Inceptio, como a operação foi batizada, faz menção a início, começo – o que significa que virá mais coisas por aí sobre o assunto e os envolvidos.

