Suspeito de abusar de turista chilena em aldeia no Acre, indígena Ruy Huni Kuî é indiciado pela Polícia Civil

**Loreto Belen diz que abusos ocorreram entre maio e junho, durante sua estadia na comunidade indígena, em Feijó, interior do Acre**

**Tião Maia, O Aquiri**

Está indiciado, desde a ultima terça-feira (13/8), pela Polícia Civil do Acre (PCAC), o líder indígena Isaka Ruy Huni Kuî, do Povo Huni Kuî, que vive na Terra Indígena São Francisco, em Feijó, interior do Acre, pela acusação de maus tratos e estupro mediante fraude contra uma cidadã chilena que se hospedou por Loreto Belen, que visitou aldeia, segundo investigação, iniciada após denúncias e já concluída e encaminhada à Justiça.

A defesa do acusado confirma o indiciamento, mas contesta as acusações.

De acordo com a denúncia, os abusos contra Loreto ocorreram várias vezes seguidas. Relatos da cidadã chilena em suas redes sociais, o acusado a teria atacado pelo menos três vezes com violência sexual. Isaka nega todas as alegações, segundo sua advogada, Laiza Camilo. A representante do indígena afirma não haver provas de estupro ou de qualquer outra violação. Ela destaca que, embora tenha sido solicitada a prisão preventiva do líder indígena, o delegado responsável pediu sua revogação — uma decisão incomum, que segundo a defesa pode indicar dúvidas sobre a consistência da acusação.

A defesa também aponta falhas na investigação, como o desaparecimento do telefone da vítima, citado como uma das principais evidências. Para reforçar a versão de Isaka, testemunhas — inclusive internacionais — devem ser ouvidas ao longo do processo. Isaka foi preso em 9 de julho, após se apresentar voluntariamente à Polícia Civil de Feijó para prestar depoimento. No dia seguinte, foi liberado em audiência de custódia e responderá ao processo em liberdade.

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