Porquê o coração da deputada Socorro Neri sangra duas vezes numa semana

Num espaço de poucos dias, parlamentar perde um amigo e um sobrinho mortos por afogamentos; um, o jogador conhecido como Poeta, no rio Tarauacá, e o sobrinho Marcus Neri Leite no mar de Fortaleza

O 15 de janeiro de 2026, na última quarta-feira, deve ser uma data que deverá marcar a vida da deputada federal Socorro Neri (PP-AC): no momento em que ela enviava suas condolências, “profundamente consternada”, pela morte “do jovem Jonatas Fadell, conhecido como Poeta, vítima de afogamento no Rio Tarauacá, quando se deslocava com seu time, o Napoli TK, para disputar a Copa São Sebastião, no município de Jordão”, ela recebeu o impacto de outra morte, também por afogamento.

Socrro Neri vive duas tragédias em menos de uma semana

Desta vez o coração da deputada voltou a sangrar porque a segunda vítima de afogamento era ninguém menos que seu sobrinho Márcio Neri Leite, um engenheiro eletricista e empresário de pouco mais de 30 anos, filho de sua irmã mais velha Micilene Neri. O rapaz morreu afogado no mar de Fortaleza (CE) tentando salvar suas duas filhas. Marco Neri estava de férias com a família em Fortaleza e foi à praia quando, de repente, viu as filhas se afogando e foi em seu socorro. Conseguiu salvá-las, mas não teve forças para sair da água.

Marcus Neri morreu tentando salvar as filhas por afogamento

Natural de Tarauacá e filho do empresário Mirabor Leite, Márcio era conhecido por sua atuação profissional na captação de recursos para municípios em diversas regiões do Brasil, trabalho que o colocou em contato direto com gestores públicos e equipes técnicas de várias cidades, quando atuou na Associação dos Municípios do Acre (Amac).

“Márcio estava de férias com as duas filhas e, ao perceber que elas estavam se afogando, conseguiu salvá-las”, escreveu a deputada. No entanto, ao tentar retornar, não resistiu. “Infelizmente, ele não conseguiu sair do mar, e quando foi retirado já estava sem vida”, disse, em suas redes sociais.

A parlamentar também manifestou indignação porque o torneio de futebol do qual o atleta conhecido teria participado se não tivesse morrido afogado com o naufrágio que o levaria de Tarauacá a Jordão, continuou acontecendo mesmo com o desaparecimento do rapaz “É é impossível não expressar também a minha revolta ao saber que, mesmo diante dessa tragédia, a delegação seguiu viagem e a Prefeitura de Jordão manteve a realização dos jogos, como se nada tivesse acontecido”, protestou.

Poeta, o jogador que se afogou e mesmo assim seus companheiros de time participam de um torneio de futebnol como se nada houvesse ocorrido

“Que mundo é esse em que a vida é tratada com tamanha indiferença? Onde estão a humanidade, a empatia e o bom senso? A morte desse jovem não pode ser tratada como um detalhe no meio de um evento. Tudo indica que essa tragédia poderia ter sido evitada se os cuidados necessários tivessem sido tomados. Por isso, é indispensável que o caso seja rigorosamente investigado e que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados. A vida precisa estar acima de qualquer competição, agenda ou interesse”, acrescentou.

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