Pelo menos 42 pessoas já foram presas na Operação casa Maior

Operação investiga desvio de medicamentos e equipamentos de hospitais públicos

Delegado Henrique Maciel, diretore geral da PCAC (ao microfone), fgala sobrea Operação casa Maior

 

A Operação Casa Maior, desencadeada pela Polícia Civil do Acre (PCAC), para investigar e prender uma quadrilha de servidores públicos e pessoas da iniciativa privada do ramo de farmácias envolvida no furto de medicamentos e equipamentos de hospitais públicos, já resulta em 42 prisões e apreensão de mais de R$ 442 mil em bens. A PCAC tem o apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Ministério Público do Estado e, para o cumprimento das 42 prisões, cumpriu 37 mandados de busca e apreensão.

A operação foi deflagrada no dia 13 de janeiro e mobilizou uma grande força-tarefa e cumpriu mais de cem ordens judiciais em Rio Branco, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, além de ações simultâneas em outros estados, incluindo Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Paraíba e Mato Grosso, evidenciando o caráter interestadual da organização criminosa investigada.

 

Durante a operação, foram apreendidos veículos avaliados em mais de R$ 378 mil, além de mais de R$ 30 mil em dinheiro, celulares, armas de fogo e outros materiais utilizados pela organização criminosa, que possui forte atuação nos crimes de tráfico de drogas, extorsão e delitos violentos.

 

De acordo com o delegado-geral PCAC, José Henrique Maciel, a operação representa um dos maiores enfrentamentos já realizados contra o crime organizado no Estado. “A Operação Casa Maior demonstra a força da integração entre a Polícia Civil do Acre e o Ministério Público no combate às organizações criminosas. Estamos falando de uma atuação estratégica, qualificada e que ultrapassa as fronteiras do estado, atingindo diretamente a estrutura financeira e operacional do crime organizado”, destaca o delegado-geral.

 

O coordenador do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Pedro Paulo Buzolin, ressaltou que a investigação foi construída ao longo do tempo e teve como foco principal a desarticulação completa do grupo criminoso.” Essa operação é resultado de um trabalho técnico, minucioso e integrado. O objetivo não é apenas realizar prisões, mas enfraquecer a organização criminosa como um todo, retirando seus recursos financeiros, sua logística e sua capacidade de continuar praticando crimes violentos e o tráfico de drogas”, afirma Buzolin.

 

A operação continua com novas diligências e análises do material apreendido, reforçando o compromisso da PCAC em atuar de forma firme e integrada no enfrentamento ao crime organizado, garantindo mais segurança à população acreana.

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