Deflagrada na manhã desta quarta-feira (11), pela Polícia Federal e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Acre (FICCO/AC), a Operação Purgare também fez apreensões e prisões em Cruzeiro dio Sul, no Juruá. Na verdade, as forças de segurança desencadearam duas ofensivas contra a organização criminosa que exportava cocaína a partir do Acre.
Nas duas ofensivas simultâneas contra o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro, em ações que expõem a força do combate ao crime organizado no País.
A Operação Purgare cumpriu em Rio Branco sete mandados de prisão preventiva e 19 de busca e apreensão em Cruzeiro do Sul e Rio Branco, no Acre, além de Santarém (PA), Maceió (AL) e Ribeirão das Neves (MG). A Justiça determinou o sequestro de três imóveis, 14 veículos e o bloqueio de valores que chegam a R$ 108 milhões. As investigações revelaram um esquema responsável pelo envio de grandes cargas de cocaína para estados das regiões Nordeste e Sudeste. Durante as apurações, foi apreendido um carregamento de 60 quilos da droga. Além do tráfico, os suspeitos mantinham um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, movimentando mais de R$ 108 milhões por meio de pessoas físicas e jurídicas usadas como intermediárias.
Em outra frente, a Operação Regresso, conduzida pela FICCO/AC — composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal do Acre — desarticulou um grupo criminoso estruturado e permanente, que atuava no tráfico interestadual de drogas e na ocultação de patrimônio. Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão em Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC), além de Aracaju (SE). As diligências identificaram cinco eventos principais ligados ao tráfico, resultando na apreensão de aproximadamente 350 quilos de cocaína em diferentes estados, incluindo Pará, Goiás e Acre. A Justiça também autorizou o sequestro de bens e o bloqueio de valores. Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que surgirem no decorrer das investigações.
Com essas duas operações, o Estado reforça sua ofensiva contra organizações criminosas que movimentam milhões e espalham entorpecentes pelo país, mostrando que a integração das forças de segurança é capaz de atingir o coração das redes ilícitas e enfraquecer sua estrutura.

