O servidor público estadual aposentado Agenor Geronimo de Souza, de 63 anos, acreano de Rio Branco (AC), morreu, na madrugada deste sábado (10/1), em Limoeiro (PE), onde vivia desde que se aposentou do serviço público no Acre. Era formado em Direito pela Universidade Federal do Acre (UFSC) e se aposentou como assistente jurídico da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

Político, foi candidato a vereador e em algumas das campanhas eleitorais adotou o slogan “Agenor, o candidato do amor”, como ficou conhecido entre os amigos. Morando em Pernambuco, vivia viajando por cidades litorâneas e a cidade natal. Os últimos registros de sua viagem foram para João Pessoa (PB) e Rio Branco ( AC) para visitar amigos e familiares, confirme registra sua página na rede social no Facebook, onde ele tinha mais de 5 mil seguidores. Numa dessas visitas registrou que o melhor lugar da cidade para tomar uma cerveja gelada seria o “Bar do Betinho”, na Rua Epaminondas Jácome, no bairro da Cadeia Velha. “Betinho”, no caso, era seu pai, Webster Simões, natural de Xapuri, o primeiro empresário a vender frango congelado em Rio Branco e por isso logo ficou conhecido como “Beto do Frango”. Beto faleceu em 2012. O Bar passou a ser tocado por José Antônio, gêmeo univitelino com o irmão Antônio José Simões, também empresário em Rio Branco.

No dia 18 de Abril 2018, Ainda morando no Acre, Agenor Gerônimo fez uma postagem após uma caminhada no Horto Florestal de Rio Branco. Ele escreveu: “O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada, Caminhando e semeando , no fim terás o que colher. Por mais longa que seja a caminhada o mais importante é dar o primeiro passo”.
Assim que deixou o Acre, em 2023, Agenor anunciou que havia contraído câncer na próstata, mas estava em tratamento e parecia bem – até chegou a ser candidato a vereador em Limoeiro em 2024 mas, assim como em Rio Branco, apesar do slogan engraçado, também não obteve boa votação.
Na nova cidade em que morava, praticava o mesmo que fazia em Rio Branco: plantar árvores frutíferas em áreas ermas e terrenos baldios. Em Rio Branco, em partes da Avenida Antônio da Rocha Viana, e no Conjunto Manuel Julião, onde morou, ainda há muitas árvores em crescimento que ele plantou. Justificava sua ação como contribuição e devolução de tudo o que a natureza o deu ao longo da vida. Tinha especial preferência por cajueiros.
Amigos e familiares, que divulgaram a notícia de sua morte, não revelaram as causas e nem se o corpo vem para Rio Branco ou se será sepultado no Pernambuco.

