Márcio Bittar reafirma apoio a Mailza e Flávio Bolsonaro no segundo turno

Senador reeleito admite que sonha em ser governador do Acre e diz que sua principal pauta  é a questão ambiental, “para destravar o Acre o Acre e o Amazônia”

 

Aos 63 anos, Marcio Bittar foi reeleito para o Senado. Agropecuarista, nasceu em Franca (SP) e iniciou sua carreira política em 1981 como secretário-geral da Juventude do MDB. Foi eleito deputado estadual em 1994 e deputado federal em 1998 e em 2010. Em 2018, foi eleito pela primeira vez ao Senado. Durante seu primeiro mandato como senador, defendeu temas como: controle de gastos, ajuste fiscal e redução do tamanho do Estado; desenvolvimento econômico do Acre com foco em infraestrutura, agronegócio e iniciativa privada; além da defesa da propriedade e do uso produtivo da terra e da floresta.

Bittar obteve 223.972 votos (25,59%) e seu nvo mandato, com duração de oito anos, começa em 1º de fevereiro de 2027 e terminam em 31 de janeiro de 2035. O primeiro suplente de Marcio Bittar é Jebert Nascimento (PL); o segundo suplente é Livio Veras (PP).

Na entrevista a seguir, Bittar fala do futuro, admite que sonha governar o Acre, espera a vitória de Flavio Bolsonaro na presidência e que tem compromissos com a eleição de Mailza Assis no segundo turno da eleição para o Governo do Estado. A seguir, os principais trechos de uma entrevista exclusiva ao O Aquiri

 

Senador, inicialmente, receba os cumprimentos de toda nossa equipe pelo caminhão de votos que o senhor recebeu para sua reeleição. Mas agora convém perguntar: ao que o senhor atribui tantos votos e a própria reeleição? A sua estratégia pessoal ou foi a declaração de apoio ao Flávio Bolsonaro e às pautas do bolsonarismo?

Marcio Bittar – Muito obrigado. Primeiro, agradeço a Deus pela minha vida maravilhosa que eu sempre tive. Na idade em que estou, fui presenteado com outro filho. Nessa altura do campeonato, casei outra vez, estou amando, sendo amado e tivemos o Davi, que já vai fazer quatro meses. Foi um presente de Deus na minha vida. Então eu agradeço a Deus e ao povo acreano, que me dar a honra de representa-lo. Eu tenho a maior honra e orgulho de representar o povo acreano. Eu sempre digo que o povo acreano, o povo deste Estado, a nossa gente está, na minha opinião, sempre à frente da elite dirigente. Em média, geralmente, o nosso povo bem acima e merecia mais. Acho que a elite dirigente acreana talvez não mereça o povo que nós temos. Um povo que desbravou essa região inteira, com muita dificuldade, com muito sofrimento e está sempre de bom astral, de braços abertos para receber a todos. Então, eu tenho orgulho do povo acreano e é um privilégio representa-lo mais uma vez no Senado. O resultado da minha eleição, acho que foi um conjunto de fatores, em relação ao que eu represento. Eu represento o Bolsonaro no Acre e prego coisas muito claras em relação ao valor da família cristã, os valores cristãos, o apego à democracia e, em relação ao Governo, um Estado mais liberal, com a diminuição do Governo, a melhoria no sistema de segurança pública. Enfim, represento no Acre aquilo que representa Bolsonaro no país. Somado a isso, o trabalho como senador, já que consegui ajudar municípios e o Estado nesses oito anos. É difícil se ver uma obra e uma atividade, em vários setores, inclusive na saúde, pontes, duplicação de estrada,  elevados, enfim, obras na área rural, que não tenha a nossa mão – a minha mão, com o apoio do Bolsonaro. E sso desde o começo. Logo que ele conseguiu o mandato de presidente, em 2019, eu consegui que

“É difícil se ver no Acre uma obra, na saúde, ponte, elevados, benefícios na zona rrural, que não tenha a nossa mão no meio”

ele enquanto presidente nos ajudasse com quase R$ 200 milhões liberados sem que ele tivesse qualquer obrigação em relação a isso, já que era dinheiro de outro Governo e conseguido por outra bancada. Foi o dinheiro com o qual o governador Gladson Cameli começou algumas obras e fez aquela ponte no entorno de Brasiléia e Epitaciolândia, para a qual a conclusão falta pouca coisa, e em seguida nos conseguiu mais recursos para que o Gladson conseguisse trabalhar na área rural  e ranaus. Começamos então assim: ele liberando o dinheiro que precisávamos e qualquer outro no lugar dele não liberaria, e ele liberou. Depois, conseguiu ainda empréstimos para que o Governo do Estado resolvesse algumas questões que tinha e impedia. Foi preciso que o Paulo Guedes (então ministro da Econonia), por determinação do Bolsonaro, liberasse isso e assim conseguimos realizar muitas obras. Enfim, temos serviços prestados. Por isso, acho que represento um conjunto de valores e mostrei ao povo acreano qu, no Senado, também é possível a gente ser grandes porque são três a três por cada Estado e por isso depende muito do esforço pessoal de cada um. Acho que ter um acreano que foi relator do orçamento, que relatou uma medida importante como o auxílio emergencial na Pandemia do Coronavirus. Eu me lembro que foram R$ 44 milhões de que atenderam 62 milhões de brasileiros, milhares de acreanos, com ajuda de R$ 600,00 até a R$ 1.500,00, o que socorreu pequenos comerciantes que tiveram seus comércios fechados em plena pandemai. Então acho que essa minha eleição foi o coroamento se um conjunto de coisas que represento e fiz neste primeiro mandato.

 

O senhor sabe que, no Acre, mal acaba uma eleição e as pessoas logo começam a debater a próxima. Agora pulam até 2028 e já especulam seu nome  como candidato a governador em 2030? O senhor ainda almeja o cargo de governador? Aceitaria disputar mais uma vez o Governo do Estado?

Márcio Bittar – Nunca neguei para ninguém que tenho, sim, o desejo de governar o nosso Estado. Mas isso não é uma obsessão. É um desejo. É claro, num Governo Flávio Bolsonaro, eu vou poder realizar o sonho e o meu desejo na política de ver o Acre e a Amazônia  se desenvolverem. Eu quero que as pessoas tenham oportunidade no Acre. Não quero que elas tenham que ir embora, como estão indo, em busca de oportunidades que seu Estado natal não oferece. Para isso, nós temos que desbloquear a Amazônia: alterar algumas leis ambientais, flexibilizar outras coisas sempre com a lembrança de que nós não temos só florestas. Nós temos também gente. Somos 28 milhões de pessoas brasileiras morando na Amazônia, onde temos agora os piores indicadores sociais. Então, além do debate, nos temos que quebrar as amarras que nos levaram à segregação da nossa gente em relação ao desenvolvimento. Então, este é o meu desejo e a razão desde que comecei a fazer política no nosso Estado, lá m 1990.  Agora, vejo que nós vamos ter essa oportunidade, com o Flávio Bolsonaro no governo e a Mailza no Governo do Estado, coma gente ajudando no Senado. Então, isso começando a acontecer, com o Estado gerando atividade econômica, abrindo para as possibilidades de obtermos as coisas que não temos, eu vou querer terminar minha carreira política Governando o Estado.

“Minha candidata é a Mailza e não teria sentido deixar sua campanha é no segundo turno. Ela foi leal comigo e lealdada se paga com lealdade”

Nas especulações, já houve análise de que, por pretender o Governo do Estado em 2030, neste segundo turno o senhor não apoiaria novamente a governadora e que iria com Alan Quem o senhor vai apoiar no Acre no segundo turno?

Márcio Bittar – Isso não tem sentido. É claro que estou com a Mailza. Nós estamos juntos desde o primeiro turno. Ela foi muito leal comigo e me ajudou em toda a campanha., ajudando a convencer pessoas importantes e a me apoiar. Entendo que lealdade se paga com lealdade. Essas especulações não fazem o menor sentido e não há a menor razão eu abandonar a governadora no segundo turno. Eu a acompanhei em Brasília em vários encontros e, a convite dela, fui com ela ao encontro com o Flávio Bolsonaro, com a Teresa Cristina (senadora) e com a governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Conversamos sobre o futuro, sobre nossa campanha e continuamos juntos.

Outra especulação é que o senhor, em caso de vitória do senador Flávio Bolsonaro como presidente, seria nomeado ministro e cederia espaço ao seu primeiro suplente. Há possibilidades para isso ou é cedo para essas especulações?

Márcio Bittar – Todo mundo sabe que minha pauta é essa questão ambiental, essa ideia de destravar a Amazônia. Estamos fazendo no Programa de Governo do Flávio Bolsonaro o maior programa ambiental do Norte do país, que é saneamento básico. O drama, o grande problema ambiental do povo acreano não é a derrubada de florestas, é a falta de esgoto sanitário. Nós temos só 12% dos domicílios com esgotamento sanitário, mais da metade das famílias acreanas sem água potável e isso é uma calamidade. Também, na área ambiental, é um problema de saúde pública. Nós temos problemas ambientais gravíssimos na área urbana. Rio e igarapés da Amazônia, em todas as cidades, estão assoreados e não têm mais mata matas ciliares.

 

 

“Eu quero participar de um possível governo do Flávio Bolsonaro dando voz ativa na composição do Governo dele para essa área ambiental, não necessariamente sendo ministro”

Precisamos então recuperar igarapés e rios, fazer drenagens. Então esse tema da Amazônia  e a questão ambiental, pelos problemas causados pelo homem, principalmente nas áreas urbanas, é um tema que eu estudo há 30 e tantos anos. Mas eu quero participar de um possível governo do Flávio Bolsonaro dando voz ativa na composição do Governo dele para essa área, não necessariamente sendo ministro. Isso dependerá exclusivamente dele e eu não sou enxerido e não vou lutar por isso , já que a escolha de ministros é uma prerrogativa do presidente da República. É uma tarefa mas se ele me convocar para uma tarefa dessas é clao que , com o maior orgulho e honra, me dedicaria o máximo mas isso também, como eu já disse em relação a questão do Governo do Estado, não é uma obsessão. O que eu quero,num possível governo dele, é que eu continue sendo ouvido  quando este assunto da questão ambiental vier à pauta. A questão ambiental e a Amazônia são os temas que eu travo na política nacional.

Ao que o senhor atribui a derrota do ex-governador Gladson Cameli na disputa pelo Senado? Há quem diga que o senhor, em 2018, foi puxado para a eleição por ele. Oito anos depois, não daria para o senhor puxá-lo?

Márcio Bittar – O Gladson é meu amigo. Nós temos uma relação de  mais de 20 anos. Ele sempre foi meu candidato, eu votei nele. Nesses 20 anos, já o ajudei e ele também me ajudou. Em 2019, quando ele foi candidato a primeira vez, eu trabalhei para ele disputar o Governo eu o Senado e nos anos seguintes sempre trabalhei pela continuidade dessa chapa. É claro que pessoas importantes não queriam essa chapa e, com algumas dificuldades, conseguimos chegar até aqui. Em 2018, conforme você citou, ele me ajudou e acho que é difícil justificar por que ele perdeu a eleição. Mas acho que a questão jurídica pesou  e causou instabilidade e insegurança jurídica junto ao eleitor com dúvida de que poderia apoiálo e depois ele não poder assumir o mandato. A própria família – incluindo os pais – me parece que não investiu – foi essa a impressão que eu tive. Talvez o próprio pai dele tenha sentido essa insegurança jurídica. De qualquer maneira, prejudicou o Gladson. A outra coisa foi o voto bolsonarista, que queria eleger no Brasil senadores que não tivessem nenhum problem com o Supremo Tribunal Federal para poder corrigir o que está acontecendo – descaradamente há alguns ministros que estão agindo fora da Constituição envolvidos com denúncias gravíssimas de corrupção e interferências em outros poderes. Então foi isso: o meu amigo acabou sendo penalizado pela insegurança jurídica que gerou em alguns atores da política e é claro que alguns adversários se aproveitaram disso. Quando falei com ele por telefone ontem, sempre com aquele jeito brincalhão, ele disse que estava a caminho de Manacupuru. Eu disse: meu irmão, se você tiver dificuldade, fala comigo que eu conheço o caminho muito bem. Eu já fui na balsa muitas vezes, já fui e voltei pelo menos quatro vezes.

Foi Bom vencer o ex-senador Jorge Viana, su adversário fidagal? Por que?

Márcio Bittar – Eu nunca quis perder eleição. Com certeza, o Jorge Viana também não. Ele tem serviços prestados, como governador fez algumas coisas e é isso: ninguém nunca quer perder a eleição. Todo mundo queria ganhar diante da possibilidade de ganhar o governo federal eu poder ver meu sonho na política ser realizado, que é destravar a Amazônia e ver a região se desenvolver e fazer rodar a nossa economia. Constatei que, quando fui morar na regiçao centro-oeste do país, a região era pobre e só enricou com o uso de seu potencial que Deus deu, dos seu produtos naturais. Mas não me alegra vencer fulano de tal especificamente. Me alegra ter vencido merecendo a confiança do povo acreano de novo.

“Acho que o Jorge e o próprio PT nunca desceram direito na garganta do povo acreano. Acho que o principal motivo é esse”

Ao que o senhor atribui a derrota de Jorge Viana?

Márcio Bittar – Acho que o Jorge e o próprio PT nunca desceram direito na garganta do povo acreano. Acho que o principal motivo é esse. Como já disse, ele tem serviços prestados como prefeito, como governador mas tem essa questão da ideologia de esquerda que o povo não aceita.

O senhor acha que o PT caminha para a extinção? Por que?

Márcio Bittar – Se vai para a extinção eu não sei, mas e a gente ganhar a eleição com o Flávio Bolsonaro, você pode ter certeza de que. Quatro anos depois, a bancada de 70 deputados que eles já fizeram, vai cair para a metade ou menos. Isso é uma derrota mas a extinção acho que não.

Uma possível derrota na eleição presidencial estabeleceria o fim político da figura do presidente Lula?

Márcio Bittar – Eu acho que se o Lula perder agora, acabou-se – até pela idade dele, não tem como espera a próxima eleição, já que tem mais de 80 anos.

Para este seu segundo mandato, qual será sua prioridade?

Márcio Bittar – Minha prioridade já foi dita durante a campanha várias vezes:  ver a Amazônia e o Acre se desenvolverem.  

Como será a relação com a senadora eleito Mara Rocha, que atua no mesmo campo que o senhor?

 

“Não torço contra o Alan, que não é meu meu adversário, é meu amigo. Sou amigo da família  dele, da irmã dele e espero que continuemos assim”

Márcio Bittar – Tenho certeza de que eu e a Mara Rocha vamos trabalhar juntos, até porque a gente tem muita semelhança. Não tenho dúvidas nenhuma de que, assim como a Mara ajudou o Bolsonaro quando ela era deputada federal e o Bolsonaro pai era presidente, ele vai ajudar o Bolsonaro filho. Ela já fez programa de TV abordando questões da área rural e ela domina também esse tema e, assim como eu, sabe que é preciso mudar leis que permitem que o ICMBio e o Ibama tratem o produtor rursl como se fossem bandidos. Isso é um absurdo e isso tem que mudar. Eu tenho certeza de que vamos trabalhar juntos, pelo Acre e pela Amazônia e pelo Brasil.

O senador Alan Rick vai voltar bem para o Senado?

Márcio Bittar – Olha, eu não torço contra o Alan. Torço pela minha candidata, que é a Mailza. Eu falei na campanha inteira: o Alan não é meu adversário, é meu amigo. Sou amigo da família  dele, das irmã dele e espero que continuemos assim. Agora, eu trabalho pela minha candidata. Os meus adversários sempre foram o PT, o Lula, o Jorge, a Marina, o que eles fizeram e o que eles repr4esentam. Minha candidata ao Governo é a Mailza e minha obrigação é trabalhar pela reeleição dela. Minha candidata ganhando,o lan continua senador e espero voltar a trabalhar juntos no Senado.

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