Márcio Bittar compara escolha de Lula ao invés de Flávio à escolha de Barrabás por Jesus Cristo e exalta acreanos por 70% dos votos no bolsonarismo

Senador não acusa mas insinua ter havia algo estranho  com a prorrogação de duas horas no período de votação por decisão do STF

 

A escolha entre Barrabás e Jesus Cristo durante a festa da última Páscoa antes da crucificação mais famosa da história da humanidade. em Jerusalém, quando o governador romano Pôncio Pilatos deu à multidão o direito de libertar um prisioneiro, optando-se por soltar Barrabás e crucificar o Filho de Deus, segundo o relato bíblico, foi utilizada nesta segunda-feira (26/10), pelo senador reeleito Márcio Bittar (UB-AC) para ilustrar seu comentário em relação à derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL) para o reeleito presidente Luiz Inácio Lula da  (PT), no último domingo (25/10); “Dois mil anos se passaram e algumas escolhas continuam cobrando um preço muito alto. Domingo Lula foi declarado reeleito presidente do Brasil”, lembrou.

Márcio Bittar disse ainda que, face à derrota de seu candidato, não vai dizer que houve golpe sem apresentar provas. “Não vou dizer coisas que não posso provar. Mas também não posso fingir que nada aconteceu. A eleição terminou com uma situação inédita: uma decisão prorrogou por duas horas a votação em urnas que ainda estavam abertas. Lula já havia recebido cerca de 53 milhões de votos, terminou o segundo turno com 64 milhões – mais de dez milhões  de votos a mais”, lembrou o senador.

Isso só, perguntou ele, prova fraude? Não – ele mesmo respondeu.  “Mas,  diante de uma eleição tão extraordinária, denunciar, fiscalizar e exigir a devida transparência, não devia ser tratado como crime”, acrescentou.

Segundo o senador, nesta segunda-feira o Brasil acordou “sentindo o peso da incerteza”, razão pela qual a Bolsa de Valores despencou, interrompendo as negociações; o dólar disparou e os juros subiram. O mercado reagiu com enorme preocupação sobre o futuro da economia”, comentou.

No entanto, a pergunta mais importante agora, segundo Márcio Bittar, talvez nem seja como isso Aconteceu, “mas como conseguimos chegar até aqui. “Aí existe uma coisa que nós precisamos reconhecer: a esquerda é organizada: durante décadas contruiu presença política, formou lideranças, e ocupou espaços públicos no debate. Esta eleição mostrou novamente outra característica na sua estratégia? Explorar o medo. Por isso- acrescentou – esta foi uma campanha  em que conmvenceram o povo brasileiro de que programas sociais estavam ameaçados e que direitos seriam suprimidos. Se Flávio Bolsonaro vencesse, uma série de tragédias aconteceriam. Acusações, narrativas catastróficas foram repetidas até o último momento. É o velho terrorismo eleitoral. Ao invés de discutirem apenas qual projeto é melhorar para o país, coloca-se medo na cabeça de quem depende do Estado para sobreviver”, disse.

Márcio Bittar lembrou que, em meio a tudo isso, houve um lugar em que esse pacote de narrativa não entrou: “No meu querido Estado do Acere. No Acre, Flávio  recebeu quase 70% dos votos. “ Quero aqui deixar os meus parabéns ao povo acreano, que ouviu os dois lados e fez de novo sua escolha e mostrou mais uma vez a sua ,. Agora, para quem acredita nas mesmas ideias que nós defendemos  ficou uma lição: não adianta aparecer apenas durante às eleições: temos que estudar mais, fiscalizar, participar, organizar  e disputar ideias e, acima de tudo, permanecer  lutando. Hoje eu não tenho uma mensagem  otyimista oara dar, mas tenho uma mensagem de esperança porque uma eleição podemos perder num domingo, mas um país nós perdemos quandio desistimos dele. Eu não vou desistir”, acrescentou.

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