Da Redação
No final da tarde desta quarta-feira (7/1), o Hospital DF Star, em Brasília, divulgou o primeiro boletim médico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a queda sofrida na cela, ocorrida na terça-feira (6/1). Segundo a nota, Bolsonaro compareceu à unidade para a realização de exames complementares após um traumatismo cranioencefálico.
Os exames de imagem apontaram leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita. A alteração é compatível com edema ou pequeno hematoma externo, causado pelo impacto, sem fratura nem sangramento intracraniano.
De acordo com o hospital, não há necessidade de intervenção terapêutica no momento. O ex-presidente deverá seguir apenas cuidados clínicos, conforme definição da equipe médica assistente.
Bolsonaro esteve no Hospital DF Star nesta quarta, após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que permitiu a saída temporária do ex-presidente da Superintendência da Polícia Federal para a realização dos exames.
Os pedidos apresentados pela defesa solicitavam autorização para investigar um quadro descrito como “compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante na região temporal direita”.
Após passar por tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma, o ex-presidente foi escoltado de volta à Superintendência da PF, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado, por envolvimento na trama golpista.
Situação jurídica do ex-presidente – Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF por liderar uma organização criminosa que tentou impedir a posse e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A pena começou a ser cumprida definitivamente em 25 de novembro do ano passado.
No fim de 2025, o ex-presidente chegou a ser internado no Hospital DF Star para procedimentos cirúrgicos relacionados a hérnias e crises de soluço, retornando posteriormente ao sistema prisional.
A defesa pediu a conversão da pena em prisão domiciliar, alegando o estado de saúde, mas o pedido foi negado pelo STF.

