Ex-comunista convertido à extrema direita, Aldo Rebelo vai anunciar pré-candidatura à Presidência pelo DC no final de janeiro

Em vídeo publicado nas redes sociais, ex-ministro ex-ministro da Defesa defende anistia a golpistas e justifica sua trajetória, que foi do PCdoB à aproximação com o bolsonarismoTião Maia

 

 

Ex-presidente da Câmara dos Deputados e ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff, o ex-militante do PCdoB (Partido Comunista do Brasil) Aldo Rebelo (foto em destaque)confirmou no último fim de semana que será candidato à Presidência da República nas eleições deste ano pelo Democracia Cristã (DC). A prpé-candidatura será oficializada em evento previsto para ocorrer no dia 31 de janeiro, em São Paulo, conforme anunciou o próprio Aldo Rebelo em vídeo publicado nas redes sociais.

 

Na gravação, Rebelo se apresenta como uma pessoa plural e justifica sua trajetória, que foi de um partido comunista à aproximação com a extrema-direita. Ele explica na publicação que entrou no PCdoB nos anos 1970, “quando a agenda da esquerda era uma agenda nacionalista, uma agenda democrática, uma agenda da luta pela redução das desigualdades”.

 

Rebelo deixou o PCdoB em 2017 e passou por outras quatro legendas: PSB, Solidariedade, PDT e MDB. O ex-ministro optou por se afastar da esquerda e se aproximar do bolsonarismo. “Sempre me orientei pelo interesse do Brasil”, diz ele no vídeo que também menciona o fato de de ter sido um ministro da Defesa adorado pelos militares.

O ex-ministro também defendeu anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e todos os outros envolvidos na trama golpista.

“Como é que você pacifica um país? É esquecendo. Se quiser pacificar, é para anistiar todo mundo. Você não quer chegar ao governo para botar o antecessor na cadeia. O país precisa reunir energias para cuidar de seu futuro. E esses problemas menores precisam ser esquecidos”, disse.

 

Aldo Rebelo afirma ter entre suas principais pautas de campanha a retomada do crescimento, redução das desigualdades, revalorização da democracia e reconstrução da agenda de defesa nacional. O nome do ex-ministro apareceu incialmente em uma pesquisa Genial/Quaest divulgada em dezembro, na qual registrou entre 1% e 2% das intenções, a depender do cenário apresentado.

 

 

 

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