**Tião Maia, O Aquiri**
Um Jair Bolsonaro abatido, chateado e enjoado, com oscilações no seu estado de humor, e crises de soluços constantes provavelmente por problemas gástricos ainda decorrente da facada que sofreu em setembro de 2018, durante a campanha eleitoral – esta é a situação vivida pelo ex-presidente em sua primeira semana em prisão domiciliar, que completa oito dias nesta segunda-feira (11/8). A primeira semana de prisão domiciliar do ex-presidente foi marcada por visitas de parentes e aliados, após autorizações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o mesmo que o ando prender. A todos, Bolsonaro demonstrou contrariedade com a situação política e variações de humor. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Reportagem publicada pelo veículo ni sábado (9/8) revelou que interlocutores que visitaram Bolsonaro nesta semana relataram frustração dele com a decisão. Bolsonaro foi descrito por um deles como “abatido, cansado e chateado”, o que chegou a despertar preocupação de amigos. Outro visitante de Bolsonaro já relatou um ex-presidente mais tranquilo com a situação.
As crises de soluço de Bolsonaro, que já atrapalhavam o ex-presidente antes mesmo da prisão domiciliar, continuaram a atrapalhar Bolsonaro na primeira semana de isolamento. A condição por vezes impediria que ele falasse ou dormisse.
“Voltaram os episódios de soluço de forma intermitente. Ele já está se tratando do refluxo”, afirmou à Folha o cardiologista Leandro Echenique, que faz parte da equipe médica de Bolsonaro autorizada por Moraes a acompanhá-lo em casa.
Para evitar descumprimento de regras impostas por Moraes, amigos autorizados a visitar Bolsonaro têm deixado o telefone celular no carro. Uma das restrições ao ex-presidente é o acesso a redes sociais, que inclusive levou à medida que determinou prisão domiciliar.
A autorização para que familiares possam visitar o ex-presidente durante a prisão domiciliar foi vista como um alívio para Bolsonaro. Além deles, outros aliados políticos também já conseguiram autorização para visitá-lo em casa, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a deputada federal catarinense Júlia Zanatta (PL).

