Edir Macedo, Tarcísio de Freitas, Alan Rick, Banco Digimais e Rede Record – tudo a ver!

Pré-candidato a governador no Acre, senador do Republicanos não terá o dinheiro do Banco da Igreja Universal para bancar campanha

 

Boçal e faceiro, o senador Alan Rick (Republicanos-AC) faz sua pré-campanha para o Governo do Acre agora em 2026 como se vivesse no melhor dos mundos e gente do seu entorno já fala como se já tivessem ganhado às eleições e o parlamentar já fosse o governador do Estado. Só que não. Aliás, não é bem isso que vivem o senador e seu entorno.

O escândalo ocorreu longe, mas caiu como uma bomba no colo do senador acreano: A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem investigando o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) por suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, bem ao estilo do Banco Master do bandido do Daniel Vorcaro.

A apuração aponta fraudes contábeis, manipulação de balanços e maquiagem de um rombo bilionário para ocultar a real situação financeira da instituição. A Justiça Federal autorizou o bloqueio de até R$ 670 bilhões em bens de investigados e do próprio líder da Igreja Universal.

Mas o leitor e eleitor do senador mais recalcitrante haverá de perguntar – e com alguma razão, face às aparências e ao fato de Alan Rick, embora evangélico, não pertencer à Igreja Universal do Reino de Deus, o que vou explicar mais abaixo:– e o que tem Alan Rick a ver com isso?

Isso, eu responderia, com base nas apurações da Polícia Federal e no que tenho acompanhado sobre o assunto, com firmeza e tranquilidade: Tudo!

Vamos ver então…

A Polícia Federal apontou, como já dito, que o banco era controlado pelo bispo Edir Macedo. O golpe consistia em a diretoria, certamente sob orientação do líder religioso, ter replicado práticas semelhantes às investigadas no escândalo do Banco Master.

As principais manobras envolvem: Rombo Bilionário: As investigações apontam para um patrimônio líquido negativo e uso de fundos de investimento para supervalorizar ativos e gerar receitas artificiais;

Uso do FGC: o Digimais é suspeito de captar bilhões através de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) pagando taxas muito acima da média. A estratégia visava transferir o risco da operação para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC);

O Banco Central identificou irregularidades e exigiu aportes financeiros que não foram realizados pelo controlador. Pelo contrário, o Grupo Record efetuou saques bilionários da instituição antes do início da crise estrutural se tornar pública. Devido à insolvência, o banco firmou acordo de aquisição com o BTG Pactual, em operação amparada pelo FGC.

E mais uam vez, o leitor e eleitor acreano perguntariam? E o que o Alan Rick tem a ver com isso? Mais uma vez, respondo: Tudo!

Vamos lá.

Embora não seja ligado à Igreja Universal, o evangélico Alan Rick reza pela cartilha da Rede Recxord e é filiado ao Partido Republicanos, o braço político de Edir Macedo, o bispo que nunca escondeu de ninguém, que, além de substituir a Igreja Católica no Brasi, sonha em chegar à presidência da República do país com um candidato saído de seu Partido

Esse plano, urdido tão logo expandiu sua Igreja nacional internacionalmente, quase daria certo já agora em 2026 não fosse a família Bolsonaro ter sido rápida no lançamento da candidatura do senador Flavio à presidência. Não fosse isso, o candidato presidencial dos Bolsonaros e dadireita seria o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que só é candidato à reeleição por não ter sido o ungido com a candidatura pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que preferiu passar – ou tentar passar – o bastão do bolsonarismo para o filho Flávio.

Para quem não sabe, quando Tarcísio de Freitas ainda se movimentava com a intenção de ser candidato a presidente, os seguidores de Alan Rick davam como certa a eleição do senador no Acre por causa de sua ligação com o governador paulista, que seria o novo presidente. E a qual Partido é filiado o governador Tarcísio de Freitas? Ao mesmo Republicanos de Alan e de Edir Macedo, ao mesmo partido que está ferido de morte agora com esse escândalo envolvendo o líder da Universal por não ter mais os milhões com oas quais pretendia bancar a campanha à reeleição de Tarcísio de Freitas em São Paulo, de Alan Rick no Acre e de outros candidatos do Republicanos Brasil a fora

Portanto, como naquela propaganda da Rede Globo, Rede Record, Banco Digimais, Tarcísio de Freitas, Alan Rick e Edir Macedo – tudo a ver! (sem trocadilho).

Os fatos estão aí, Sánão ver quem não quer. Em troca, no acerto de contas com o banco de Edir Macedo, que não é de dar pão a doido nem de perder dinheiro algum, os governadores reeleitos e eleitos às custas da grana, casos de Tarcísio e Alan Rick, entregariam ao Banco Digimais os recursos dos fundos de previdência dos estados – incluindo o nosso combalido AcrePrevidencia – para gerir o dinheiro destinado ao pagamento dos aposentados, tal qual fez, no Rio, o então governador Cláudio Castro  e o governo do Amapá, com o Banco de Daniel Vorcaro.

O golpe está aí e só não ver quem não quer…

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