**Porta-voz de Bocalom diz que denúncias, por enquanto, representam apenas um lado da história e que o caso merece ser apurado com rigor; conselheiros do prefeito defendem o afastamento do diretor da RBTrans**
**Tião Maia, O Aquiri **
O secretário de comunicação da Prefeitura de Rio Braco, jornalista Ailton Oliveira, se manifestou, no início d atarde desta quarta-feira (13/8), sobre as denúncias de assédio contra o chefe da Superintendência Municipal de Transportes (RBTrans), Clendes Vilas Boas. “Por enquanto tivemos uma denúncia que mostra um lado da história de uma pessoa que foi substituída numa repartição pública e não gostou. Precisamos aguardar a averiguação dos fotos sem decisões precipitadas”, disse Ailton Oliveira. “Não podemos tomar decisões administrativas baseados em toda denúncia que for feita e sem provas. Temos que é preciso cuidado para isso não virar modismo”, acrescentou o porta-voz.
Apesar da declaração de Oliveira, as denúncias contra Clendes Vilas Boas foram consideradas muito graves por pessoas que atam no aconselhamento ao prefeito, as quais recomendaram o afastamento do superintendente da RBTrans. A observação é que o prefeito Tião Bocalom rejeite desgastes a seu nome e à administração por causa de problemas com assessores.
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**Ela afirmou possuir registros e mensagens que comprovariam suas alegações**
De acordo com conselheiros do prefeito, Vilas Boas precisa se afastar para poder ser investigado com isenção porque, ao permanecer no cargo, quando seu caso começar a ser investigado, ele poderia atuar de forma a apagar provas ou influenciar para estabelecer a narrativa que o interessa. “Se ele for inocente, que seja retornável ao cargo”, sugeriu um dos conselheiros do prefeito.
O caso que complicar o gestor partiu da influenciadora digital Marília Rodrigues, que conta com quase 40 mil seguidores no Instagram e que foi servidora da RBTrans. Em vídeo, ela sustenta que foi vítima de assédio moral durante o período em que trabalhou no RBTrans, autarquia municipal responsável pelo trânsito de Rio Branco. A declaração veio após ela assistir a um vídeo do vereador Eber Machado, que denunciou supostas práticas de perseguição dentro da autarquia.
Segundo Marília, as situações relatadas pelo parlamentar correspondem a experiências que ela viveu “na pele”.
A ex- servidora acusou Clendes Vilas Boas de perseguição, humilhação e tentativa de demissão. “Ele me perseguiu, tentou me demitir várias vezes, mas sempre tinha alguém que me defendia. Como não conseguiu, começou a me prejudicar de outras formas: diminuiu meu salário sem justificativa, tirou minha mesa, meu computador e me sobrecarregou com trabalhos inúteis para que eu desistisse”, afirmou.
Ela também afirmou possuir registros e mensagens que comprovariam suas alegações, além de depoimentos de outros funcionários que, segundo ela, sofrem situações semelhantes, mas têm medo de se manifestar por receio de perder o emprego. Marília ainda acusou o superintendente de usar a estrutura do RBTrans para fins pessoais, como a venda e entrega de perfumes utilizando o carro oficial da autarquia.
Embora não tenha respondido aos questionamentos da imprensa sobre sua versão em relação ao caso, Vilas Boas disse a amigos que a blogueira, quando ele assumiu, ficou pelo menos 15 dias sem trabalhar, já que ela da gestão anterior, na época da superintendência exercida Beníci Dias, a quem a servidora mantém estreitas ligações e que a indicou para o cargo, aumentando seu salário de R$ 2 mil ara uma função no valor de R4 6 mil. Como o prefeito determinou a troca na gestão, quando Cledes Vilas Boas assumiu o cargo ela simplesmente deixou de trabalhar, asando mais de 15 dias sem comparecer ao órgão.
Neste período, então, o novo superintendente a destituiu da função, tirou sua mesa e computador e tomou outras providências por não concordar com seu desaparecimento durante os 15 dias que ela deixou de comparecer ao serviço.
O problema é que, se isso for verdade, Clendes Vilas Boas deixou de documentar a ausência da servidora, já que suas faltas injustificadas não foram comunicadas à sua chefia imediata. Além disso, a servidora disse testemunhar ter provas de que Vilas Boas utiliza carro oficial para a venda e entrega de perfumes, atividade que o superintendente exerce cumulativa com o serviço público, o que é flagrantemente ilegal.
Não se sabe se o caso tem a ver com a exoneração de Benício Dias de cargo de diretor da Seagro – Secretaria de Agricultura, desde que deixou desde que saiu da RBTrasp, mas só fato e que o ex-diretor e protetor da blogueira, foi exonerado nesta quarta-feira (13/8) do cargo, segundo está publicado no Diário Oficial.

